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Postado em 27/06/2017 7:57

A MALDIÇÃO DO IMPEACHMENT

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Por: Crispiniano Neto (*)
Teoria da conspiração ou não; verdades absolutas ou não, o fato é que a tese da “maldição do Impeachment de 1992”, quando apearam do poder o então presidente Fernando Collor, hoje senador por Alagoas, é uma história que não se baseia em fantasias ou invencionices, tampouco em meras interpretações.
Alguns fatos respaldam a tese tão contestada porque, como diz a tradição: “Toda história que se conta tem mentira dentro”. De modo que algumas inverdades desmoralizaram a tese da “Maldição do Impeachment”. Informações erradas como a de que 47 dos 48 deputados que votaram contra tirar Collor, não teriam sido reeleitos, quando a verdade é que 17 deles conseguiram se reeleger.
Os fatos que são incontestáveis do que pode parecer maldição, seguem aqui:
Leda Collor, mãe do ex-presidente, sofreu parada cardíaca e entrou em coma em setembro de 1992, tendo morrido em 25 de fevereiro de 1995, após 29 meses em coma;
Elma Farias, esposa do empresário Paulo César Farias, morreu em 20 de julho de 1994, de edema pulmonar e insuficiência cardíaca;
O deputado Ibsen Pinheiro, então presidente da Câmara Federal, que, como tal, presidiu o processo de impeachment, foi cassado pelo plenário daquela Casa em 18 de maio de 1994, após a CPI do Orçamento;
Amir Lando, Senador pelo PMDB de Rondônia, que atuou como relator do processo do impeachment no Congresso, não conseguiu se reeleger em 1994;
Pedro Collor, irmão de Fernando Collor e autor das denúncias de corrupção, morreu em 19 de dezembro de 1994, de câncer no cérebro;
Cláudio Vieira, ex-secretário de Collor, sem condições de quitar dívidas, foi obrigado a entregar uma mansão e três jatos a um banco.
Paulo César Farias, o PC foi assassinado com a namorada em plena véspera de São João de 1997, cada um com um tiro no peito, numa casa de praia que tinha quatro seguranças e até hoje ninguém sabe, ninguém viu, quem matou os dois.
Estes fatos são incontestáveis. Sobre outros, há controvérsias.
Vamos agora falar do impeachment de Dilma Rousseff.
Dilma está fora do trono, mas está ilesa nos demais aspectos. Com o nome limpo diante de milhares de investigações e com os direitos políticos preservados, tanto em julgamento no Senado que separou o impeachment do direito de concorrer a futuras eleições, algo impensável, que não foi pedido nem negociado, mas que aconteceu. E agora foi absolvida do julgamento do TSE – Tribunal Superior Eleitoral no que concerne ao processo movido por Aécio Neves, o derrotado, que entrou com o processo “só pra encher o saco do PT”.
Vejamos nas Notas Curtas, a sequência
Notas Curtas
Eduardo Cunha
Cassado do mandato de deputado federal, sem direitos políticos e preso, com uma imensidade de processos nos costados.
Geddel Vieira
Derrubado do Ministério da articulação política e cheio de processos, esperando ser preso a qualquer momento, chorando nos ombros dos amigos que o visitam e com pavor de telefone celular;
Henrique Alves
Ministro de Dilma, ex-presidente da Câmara Federal com apoio do PT e que assumiu a Presidência da República por duas vezes, caiu do ministério de Temer por denúncias de corrupção e hoje está preso em Natal e com prisão decretada em Brasília.
Eliseu Padilha
Golpista de primeira hora e membro do núcleo duro do governo ilegítimo. Também foi ministro em governos petistas. Continua ministro, mas com graves denúncias que podem leva-lo à cadeia, caso perca o foro privilegiado e a imunidade, mediante uma eventual queda de Michel Temer;
Aécio Neves
O idealizador do golpe, candidato derrotado por Dilma a presidente da República, está com a irmã e o primo em prisão domiciliar, ele próprio afastado do Senado e com pedido de prisão sendo analisado no STF. Já coleciona 9 indiciamentos na Operação Lava Jato.
Paulinho da Força
O deputado sindicalista “coxinha”, que liderou o processo de impeachment na área trabalhista, inclusive defendendo publicamente a compra de votos de deputados que não queriam aderir ao golpe, perdeu os direitos políticos e a qualquer hora pode ir preso em função de vários processos por corrupção;
Sim, sim, sim
A deputada que ficou na “história” por gritar “sim, sim, sim” em nome da honestidade do marido prefeito, viu-o ser preso logo no dia seguinte. E ela também está pendurada.
Malafaia – O pastor picareta Silas Malafaia, grande defensor do impeachment na TV e no púlpito das igrejas evangélicas, já sofreu até condução coercitiva por envolvimento em atos de corrupção e roubalheira.
Cássio Cunha Lima
Não sofreu ainda novas acusações de corrupção, mas apagou-se, a ponto de não se falar mais nem nele. Já é apelidado na Paraíba, de “Fracássio”.
José Serra
Outro golpista de primeira hora, que hoje é um político em queda livre. Doente, com problemas de degenerescência física e mental e politicamente recolhido à sua insignificância depois de ter saído do Ministério das Relações Exteriores, onde só fez besteiras, por absoluta falta de condições de representar o País no exterior.
Michel Temer
Ele, o golpista-mor. Ele que herdou a presidência e achou que iria brilhar, como “salvador da Pátria”. Está hoje presidente sem presidir, um zumbi no Palácio do Planalto, onde nem reina nem governa. Serve de chacota no Brasil e no resto do mundo. Cheio de denúncias, todas com provas cabais. Ao invés de governar, agora só tem tempo para tentar defender-se do turbilhão de denúncias provadas. Ainda não renunciou para não perder o foro privilegiado e a imunidade. Se descer a rampa vai ser pego pelo “rapa”.
(*) CRISPINIANO NETO – Engenheiro-agrônomo, bacharel em Direito, Jornalista reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Escritor e cordelista, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, sediada no Rio de Janeiro. Reside em Serra do Mel – RN, município vizinho a Mossoró e às praias de São Cristóvão e Ponta do Mel.

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