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quarta-feira, 14 janeiro, 2026

Maduro promete continuar a “luta incansável” pelo território de Essequibo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante um comício.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou continuar “a luta incansável” em torno do conflito territorial sobre o Essequibo e o Acordo de 1966.

HispanTV- “A verdade está conosco. O Essequibo é a Venezuela!”, disse o presidente em nota divulgada em sua conta no Twitter, anexando um comunicado oficial no qual repudia a resolução da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a controvérsia territorial do Essequibo, destacando que o O Acordo de Genebra de 1966 é o “único instrumento válido” para resolver a disputa.

Neste contexto, o presidente da Comissão Especial para a Defesa do Território de Guayana Esequiba e Soberania Territorial do Parlamento venezuelano, Hermann Escarrá, declarou na sexta-feira que o país bolivariano possui provas e documentos que comprovam o patrimônio de Guayana Esequiba.

O advogado venezuelano destacou, por sua vez, que a solução não é a de um acordo judicial, mas que ocorre no âmbito do Acordo de Genebra, que prevê uma solução negociada e não da CIJ.

Entretanto, o embaixador venezuelano na Organização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, sustentou que a Venezuela perdeu uma parte do seu território por estar em guerra civil, pelo que apelou ao povo para preservar a unidade nacional face à disputa territorial.

Nesse sentido, Maduro convocará uma ampla consulta nacional sobre a reivindicação histórica do Essequibo nos próximos dias.

Desde o século 19, a Venezuela reivindica a soberania sobre o Essequibo, uma região do escudo guianense entre o oeste do rio Essequibo e o marco no topo do Monte Roraima, na América do Sul, posição compartilhada até mesmo por alguns dos mais ferrenhos detratores de Maduro .

A Guiana entrou com a ação em 2018 pedindo à CIJ que confirmasse que a fronteira havia sido estabelecida por meio de um processo de arbitragem de 1899 entre a Venezuela e a então colônia da Guiana Britânica.

Venezuela pede à CIJ que declare a alegação da Guiana “inadmissível”
Na última quinta-feira, a Corte determinou que pode rever a arbitragem do Reino Unido contra a Venezuela de 1899 sobre Guayana Esequiba.

Para a Venezuela, por trás da estratégia da Guiana de recorrer à Corte Internacional de Justiça estão as empresas de energia dos Estados Unidos.

Em 2015, a gigante petrolífera americana ExxonMobil descobriu um grande campo petrolífero no mar do território reivindicado e, desde então, fez nove descobertas. O bloco Stabroek —na costa de Essequibo—, descoberto em 2015, é considerado a segunda maior reserva de petróleo do mundo.

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