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Venezuela

Postado em 20/01/2020 5:50

Maduro condena intervenção dos EUA em decisões do Parlamento

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Caracas, 20 jan (Prensa Latina) O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou a intervenção estrangeira exercida hoje pelo governo dos Estados Unidos ao pretender tutelar as decisões da Assembléia Nacional (AN) em desacato.
Durante uma entrevista concedida ao jornalista Anthony Faiola, do jornal estadunidense The Washington Post e divulgada pela chancelaria venezuelana, o chefe de Estado declarou que o executivo estadunidense não deve intervir nos assuntos que são unicamente da nação bolivariana.

Maduro denunciou o relatório do portal oficial da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no qual admitem ter pago mais de 460 milhões de dólares a setores da ultra-direita venezuelana com a desculpa de assistência humanitária.

O documento publicado detalha que, através de um acordo assinado em outubro do ano passado, a Usaid comprometeu milhões de dólares com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de planos para recuperar a economia e implementar serviços sociais durante uma ‘transição à democracia’.

Nesse sentido, o mandatário questionou a existência desse dinheiro, que segundo declarou o governo estadunidense, foi entregue ao ex-presidente da AN, Juan Guaidó.

Afirmou também que o único responsável por perder a presidência do Parlamento foi o próprio Guaidó, por causa de seus equívocos torpes na liderança e sua corrupção.

Por outro lado, Maduro disse que os Estados Unidos persegue a Venezuela com o objetivo de atacar todas as importações necessárias para o funcionamento energético do país, não obstante; ‘até agora conseguimos superar isso’, afirmou.

Nesse sentido, explicou que a produção nacional de petróleo conta com relações diversificadas com mais de 15 empresas internacionais, incluindo a russa Rosneft, que compra aditivos para as refinarias e para a produção petrolífera.

Apesar da perseguição internacional, política, comercial e financeira promovida pela administração de Donald Trump, o chefe de Estado venezuelano afirmou que o país sul-americano está aberto ao investimento estadunidense e pronto para receber todos os investidores na área de petróleo, mineração, turismo e telecomunicações.

‘Os Estados Unidos e a Venezuela se encontram geograficamente localizados em uma mesma região, e por essa razão estamos obrigados, para os anos e séculos futuros, a ter relações de respeito, de comunicação e não de confronto’, enfatizou.

Durante a entrevista, Maduro informou ter se reunido múltiplas vezes com investidores de origem estadunidense, nas quais chegou a acordos significativos; não obstante, a Casa Branca bloqueia sua oportunidade de fazer negócios com a Venezuela.

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