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sábado, 30 maio 2026

Lula salvou BRB que direita bolsonarista quebrou e comprometeu desenvolvimento do DF

César Fonseca

A população vai ter que pagar o prejuízo, sofrendo desgaste inevitável na sua qualidade de vida, enquanto a economia brasiliense continuará em recessão, com aumento do desemprego e desaceleração da máquina governamental, que suspenderá gastos e contratação de pessoal por meio dos concursos públicos.

Sabe-se que a demanda fundamental que movimenta a economia brasiliense são, principalmente, os salários dos servidores públicos, a verdadeira força social da capital.

Se eles serão comprimidos, conforme anunciam as autoridade do GDF, haverá redução da renda disponível para o consumo, pressionando para baixo o nível geral de atividades.

Entrará em desgastes as duas principais fontes de recursos da Capital Federal: o fundo constitucional dos Estados e o fundo constitucional dos municípios.

Por ser estado e município, simultaneamente, o DF recebe essas duas dotações orçamentárias.

É com elas que o governo elabora seu plano de governo, agora, afetado de morte em sua dinâmica desenvolvimentista.

As obras públicas serão contidas, porque os recursos das duas fontes do orçamento serão comprometidos com o pagamento dos empréstimos sacados do Fundo Garantidor de Crédito(FGC), para liquidar dívidas.

Ficarão comprometidos16% da Receita Corrente Líquida do orçamento do GDF para quitar esse compromisso pelo prazo de 15 anos, com carência de 18 meses.

Esse foi o compromisso desesperador acertado entre governo federal e governo distrital, mediante aval do Supremo Tribunal Federal, como fiador de honra, de modo a evitar bancarrota financeira do GDF, que abalaria a economia nacional, caso não se chegasse a um acordo de emergência.

Tudo, portanto, ainda, está sob frágil instabilidade, porque não se tem certeza absoluta da solidez dos acertos realizados.

Faltam definir o peso dos juros a serem cobrados.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ventila que o custo pode ser IPCA(inflação), mais um “delta”, que não especificou.

Os banqueiros privados que se responsabilizam pelo FGC mantêm silêncio, por enquanto, quanto a esse custo, para eles, fundamental.

Sabendo-se que a banca, no Brasil, dominado pela financeirização decorrente do endividamento público, essencialmente, especulativo,  vive do jurismo de agiota(Selic de 13,5%), o mais seguro é esperar por pancada forte sobre o lombo do devedor, ou seja, a população.

Portanto, o Distrito Federal viverá, nos próximos meses, recessão econômica inevitável.

A eleição na capital, em 2026, viverá os tormentos de uma brutal instabilidade econômica, enquanto as expectativas de desenvolvimento serão jogadas para um futuro incerto a se realizar., ou não.

DIREITA FASCISTA INCOMPETENTE

Esse, portanto, é o saldo do prejuízo produzido por  incompetente governo de direita do MDB de Ibaneis Rocha, e do PP, de Celina Leão, aliados do bolsonarismo fascista, que governam o GDF, desde 2022.

São, no mínimo, R$ R$ 14 bilhões a serem pagos: R$ 6,5 bilhões sacados do FGC que financiarão o buraco do BRB, deixado pela roubalheira decorrente da negociada entre Ibaneis Rocha/Celina Leão com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, mais R$ 6 bilhões de déficit governamental, apurado nos últimos dois meses de balanço quanto aos prejuízos apurados.

O secretário de economia do DF, Valdivino de Oliveira, não deixou por menos em seu diagnóstico: trata-se de herança de uma  “maquina desgorvenada” conduzida pelo ex-governador, substituído pela atual governadora, que busca, desesperadamente, distanciar-se dele, sem conseguir, na prática da governabilidade direitista caloteira, antipopular.

Há, ainda, R$ 1 bilhão de prejuízo operacional do BRB, decorrente de fugas da clientela, quantia que o gestor do banco julga possível ser recuperada, algo, portanto, surreal.

Celina Leão carrega nas costas inevitável maldição governamental, com a qual pretende seguir aliada dos mesmos irresponsáveis que dominam politicamente o governo: o bolsonarismo.

Ela está comprometida em caminhar junto aos candidatos apoiados pelo bolsonarismo em outubro, enquanto arregimenta esforços em torno de uma propaganda enganosa, segundo a qual a solução para o BRB decorre de uma engenharia financeira inteligente.

O fato é que se não ocorresse o aval decisivo do governo Lula ao acerto emergencial, para evitar crise brutal, o próprio governo federal entraria em parafuso financeiro.

Celina, nesse contexto, toca estratégia da enganação, que a esquerda precisará desmascarar, para conseguir chegar ao poder, seja pelo candidato do PT, Leandro Grass, ou do PSB, Ricardo Cappelli.

Por enquanto, estão sendo inúteis os esforços dos estrategistas realistas que defendem unidade de uma esquerda para lutar, vantajosamente, contra a direita e ultradireita fascista, atualmente, no comando do GDF.

Será possível a efetivação dessa racionalidade política dialética, capaz de desajolar os corruptos que produziram a mega operação destruidora, que comprometeu a saúde financeira do BRB e o desenvolvimento do Distrito Federal?

Incognita total.

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