Ricardo Stuckert/PR e Isác Nóbrega/Agência Brasil
César Fonseca
Somente os ingênuos acreditam que ainda está de pé a química Lula-Trump, que parece que ia dar caldo grosso, quando o imperador de Washington baixou, antes da guerra contra o Irã, o fracassado tarifaço contra o Brasil.
A dependência dos Estados Unidos dos produtos primários e semielaborados brasileiros deixou claro que sem eles a economia americana sofreria forte pressão inflacionária.
Washington voltou atrás e abriu outra frente de negociação, com certa ansiedade, sem levar em consideração os interesses brasileiros, quando ao objetivo americano de ter acesso às terras raras, necessárias ao desenvolvimento tecnológico das indústrias americanas.
Lula deixou claro a necessidade de cláusulas de reciprocidade: se elas precisam desse insumo, o Brasil necessita de tecnologia para processá-las, para alcançar valor agregado nas relações de troca.
Ficou evidente a posição brasileira na palavra-chave: soberania nacional.



