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segunda-feira, 12 janeiro, 2026

Justiça dos EUA mantém o sigilo sobre os centros de tortura da CIA

Isto acontece no país cuja propaganda diz ser é o mais democrático do mundo

Washington (Prensa Latina) A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta (03) uma ação judicial de um preso da prisão de Guantanamo, localizada em território ocupado no sudeste de Cuba, sobre sua tortura, com o argumento de que a informação é secreta.

A decisão de quinta-feira diz respeito ao caso de Abu Zubaydah, que foi feito prisioneiro em 2002 por suspeita de pertencer à rede Al Qaeda e agora procurou usar dois ex-empreiteiros da Central Intelligence Agency (CIA) como testemunhas de sua tortura em um centro de detenção clandestino na Polônia.

Embora a investigação de Zubaydah seja baseada no que supostamente aconteceu com ele antes de ser levado para Guantánamo em 2006, é uma ilustração das ações da CIA em tais lugares, que são conhecidos como locais negros.

O réu foi submerso, colocado em uma pequena caixa, batido contra as paredes e privado de sono por dias, de acordo com um relatório do Senado que confirmou o uso de tais técnicas em 2014.

Apesar das atrocidades narradas, os juízes dividiram 6-3 e argumentaram para manter a informação em segredo.

O Tribunal não apoia o terrorismo ou a tortura, mas neste caso temos que responder a uma pergunta limitada sobre a existência ou não de uma prisão da CIA na Polônia e se isto constitui um segredo de Estado.

De acordo com a mais alta corte dos EUA, confirmar publicamente a existência de tal site pode impedir que os serviços de inteligência de outros países cooperem no futuro.

O Ministro Stephen G. Breyer admitiu que a localização do centro clandestino havia sido reconhecida por um tribunal internacional e um ex-presidente da Polônia, mas considerou a confirmação oficial pelo governo dos EUA como um assunto diferente.

Enquanto o Tribunal rejeitou o pedido de Zubaydah de evitar confirmar a existência de um centro de tortura na Polônia, sabe-se publicamente que o enclave militar no leste de Cuba, ocupado contra a vontade do povo e do governo da ilha, é o local dos abusos contra os prisioneiros.

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