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Postado em 08/02/2020 12:29

Jair Bolsonaro é um presidente com o vírus do descaso

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Não fossem as pressões interna e externas, o ex-capitão teria deixado ao léu, abandonados à própria sorte, os brasileiros retidos em Wuhan

Carta Capital

O vírus do descaso, argumenta a reportagem de capa da edição 1092, que chega às bancas a partir desta sexta-feira 7, é o maior dos males espalhados pelo governo Bolsonaro. Não fossem as pressões interna e externas, o ex-capitão teria deixado ao léu, abandonados à própria sorte, os brasileiros retidos em Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus na China. Bolsonaro chegou a afirmar que os compatriotas em solo chineses precisariam se virar por contra própria e que não gastaria dinheiro público para resgatá-lo – até uma onda desfavorável na opinião pública e o exemplo de outros países que não abandonaram os seus o obrigarem a mudar de ideia.

A reportagem do editor Rodrigo Martins mostra ainda que o sistema de saúde brasileiro não está preparado para enfrentar uma eventual epidemia de coronavírus, que se juntaria a outras doenças historicamente mal tratadas. “O coronavírus é uma ameaça potencial, mas temos problemas reais para lidar no momento”, afirma Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância Sanitária da Fiocruz. “Não vamos deixar de ter dengue, chikungunya ou sarampo”.

Na seção Seu País, o repórter André Barrocal conta que a “absolvição” de Flávio Bolsonaro pela Polícia Federal, que vive uma nova era de permissividade sob a administração de Sergio Moro, não livra o filho do presidente da investigação. A Justiça do Rio de Janeiro, a despeito da manobra em Brasília, manteve a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador, investigado por causa das rachadinhas que vigoravam na Assembleia Legislativa fluminense.

O repórter Victor Calcagno acompanhou a primeira semana da greve dos petroleiros, enquanto Ana Luiza Basílio descreve o novo golpe no Fies: a possibilidade de ações judiciais contra estudantes inadimplentes.

No plano internacional, os democratas nos Estados Unidos tiveram uma péssima semana. Além do fiasco nas primárias de Iowa, a oposição teve de assistir à esperada vitória de Donald Trump no Senado, que o absolveu no processo de impeachment. Em resposta, o republicano mostrou-se mais beligerante e mais mentiroso nos pronunciamentos, em especial no tradicional discurso sobre o Estado da Nação.

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