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sábado, 7 fevereiro 2026

Irã desmantela rede de espionagem envolvida em distúrbios

Forças especiais iranianas marcham durante um desfile militar na capital, Teerã.

HispanTV – O Ministério da Inteligência do Irã anunciou a prisão e o desmantelamento de uma rede de espiões da seita Bahá’í, envolvida em atos violentos recentes no país.

Em comunicado divulgado no sábado, o Ministério informou que a célula, composta por 32 pessoas, foi identificada graças a uma complexa operação das forças especiais de inteligência iranianas, que resultou na prisão de 12 membros-chave do grupo, enquanto outros 13 membros da seita foram intimados pelos tribunais.

O comunicado acrescentou que a célula esteve envolvida em atos violentos recentes nas províncias de Teerã (a capital), Khorasan Razavi, Kerman, Yazd, Sistão e Baluchistão, Alborz, Kermanshah e Mazanderan. 

Segundo o texto, o núcleo central da seita de espiões estava localizado em uma casa em Mashad, capital da província oriental de Khorasan Razavi, onde os membros da célula atacavam e profanavam sistematicamente locais de culto após consumirem drogas.

Os detidos confessaram envolvimento em incêndios criminosos a mesquitas, ataques a instalações governamentais e incitação a tumultos contra centros militares e policiais em diversas cidades.

O líder do Irã enfatizou que o presidente dos EUA é “responsável pelas mortes, danos e difamações” que a nação iraniana enfrentou recentemente.

A declaração também indicou que um dos detidos confessou ter viajado diversas vezes aos territórios palestinos ocupados por Israel para receber instruções antes dos distúrbios no Irã, e detalhou que os serviços de inteligência continuam suas investigações sobre essa rede de espionagem. 

A nota conclui anunciando que um total de 45 membros dessa seita de espiões foram identificados e capturados este ano — de acordo com o calendário iraniano, que começou em 21 de março de 2025 — em todo o país, devido a seus atos violentos e atividades contra a segurança. 

No final de dezembro de 2025, começaram os protestos no Irã, e o governo manteve-se firme na defesa do direito ao protesto pacífico e ao diálogo para enfrentar os desafios, mas logo as manifestações foram exploradas por forças externas.

Nos recentes atos terroristas registrados no Irã, manifestantes e terroristas fortemente armados cometeram graves atos de vandalismo em Teerã e outras cidades, atacando agentes de segurança e incendiando propriedades públicas e privadas, incluindo lojas, ônibus e mesquitas.

As autoridades iranianas apontaram para o envolvimento direto dos Estados Unidos e do regime israelense nos recentes atos de terrorismo no país, indicando que os manifestantes armados foram treinados por agências de inteligência americanas e israelenses.

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