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Postado em 10/07/2021 8:17

‘Interferências externas’: promotoras deixam força-tarefa que investiga morte de Marielle Franco

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Sputnik – Em nota, MPRJ confirma que as promotoras pediram para sair da força-tarefa que investiga o caso e que os nomes dos substitutos serão anunciados em breve.

As promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile deixaram a força-tarefa que investiga as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou a saída em nota neste sábado (10). Segundo o MPRJ, os substitutos de Sibílio e Emile serão escolhidos em breve.

“O MPRJ confirma que as promotoras de Justiça Simone Sibílio e Letícia Emile optaram voluntariamente por não mais atuar na força-tarefa que investiga o caso Marielle Franco e Anderson Gomes. A Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ reconhece o empenho e a dedicação das promotoras ao longo das investigações, que não serão prejudicadas. O MPRJ anunciará em breve os nomes dos substitutos”, lê-se na nota do MPRJ, citada pelo portal G1.

A mídia afirma que as duas promotoras saíram por receio e insatisfação com “interferências externas”. Não foram especificadas quais teriam sido essas interferências.

No Rio de Janeiro, viaturas da divisão de homicídios são vistas no local do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, mortos a tiros na Rua Joaquim Palhares, em 14 de março de 2018.
© FOLHAPRESS / JOSÉ LUCENA / FUTURA PRESS
No Rio de Janeiro, viaturas da divisão de homicídios são vistas no local do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, mortos a tiros na Rua Joaquim Palhares, em 14 de março de 2018.

Caso Marielle

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e Anderson Gomes, seu motorista, foram executados em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro, quando o carro em que estavam foi atingido por diversos disparos. Quatro tiros acertaram a vereadora e três, o motorista. Quinta vereadora mais votada na capital fluminense, Marielle denunciava a violência policial em comunidades do Rio.

A Força-Tarefa, criada em março de 2021, visava chegar aos possíveis mandantes da morte da vereadora e de seu motorista.

Neste sábado (10), a Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Ronnie Lessa, sua esposa, o cunhado e dois amigos pelo crime de destruição de provas no caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

De acordo com o MPRJ, Ronnie, que é acusado de ter matado os dois, e os outros quatro condenados jogaram armas do crime no mar quase um ano após a morte da vereadora e do motorista. A Justiça afirma que é possível que entre as armas estivesse a submetralhadora utilizada para matar Marielle.

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