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Intercept Brasil
O STF está se afundando em uma crise criada por seus próprios ministros e quem não quer afundar junto já está clamando por uma mudança radical.
Uma coisa ficou clara depois do circo armado na sessão de ontem, em que os ministros ligados ao golpismo e ao bolsonarismo discutiram com seus colegas sobre uma possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes: não podemos exaltar representantes da democracia burguesa como paladinos da defesa do interesse público.
Como escreveu Sabrina Fernandes para o Intercept Brasil, em um país tão desigual como o Brasil, onde bilionários como Vorcaro têm acesso fácil ao poder, a corrupção das instituições também faz parte da exploração. Esse tipo de esquema é permitido e incentivado dentro do capitalismo.
Quando escândalos como o do Banco Master desaguam no STF em um ano de eleições, quem sofre é o povo brasileiro – que já está mais do que desesperançoso.
Não é de hoje que a população clama por uma reforma no Judiciário, mas a direita golpista monopolizou as críticas ao Supremo para o próprio interesse, pregando a sua destruição completa. Já passou da hora de o campo progressista retomar essa bandeira para si e pautar um Judiciário que sirva a todos, não somente a quem tem dinheiro para comprá-lo.
Por isso é importante que exista um jornalismo como o do Intercept Brasil, que não aceita patrocínio de banqueiros, políticos ou empresas privadas. Somos financiados pelo público que nos lê, pessoas como você. Por isso nosso único compromisso é defender o interesse público.
A crise no STF escancarou que, mesmo se conseguirmos parar a vitória da extrema direita nas urnas, a nossa democracia ainda terá muito trabalho pela frente.
Quando as instituições falham, o jornalismo precisa estar ali fazendo o seu trabalho, investigando, fiscalizando e expondo os interesses de quem tem poder.
Para investigar os poderosos, é preciso não depender deles. Torne-se um doador mensal do Intercept e nos ajude a continuar lutando.