O governo uruguaio já se manifestou por meio de seu Ministério das Relações Exteriores: rejeição à intervenção militar e busca permanente por uma solução pacífica para a crise venezuelana, declarou o presidente ontem na rede social X.
Os fins não justificam os meios. Estamos acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos e, portanto, decidi convocar o gabinete, acrescentou o chefe de Estado.
Por sua vez, a vice-presidente Carolina Cosse afirmou que seu país “rejeita, como sempre fez, a intervenção militar de um país no território de outro”.
Em sua conta no Twitter, ele reafirmou “a importância de respeitar o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas”.
Esses termos eram semelhantes aos utilizados em uma declaração do Ministério das Relações Exteriores sobre a agressão contra a Venezuela.
Em particular, refere-se ao “princípio básico de que os Estados devem abster-se da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”.
A declaração expressou que “o Uruguai reafirma o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz e livre de armas nucleares, conforme tem sido a posição consensual de nossa região”.
O Conselho de Ministros convocado por Orsi é precedido por uma grande mobilização convocada pelo PIT-CNT, pela Frente Ampla e pela Intersocial, e por numerosas declarações de organizações políticas e sociais.
Entre eles está o Crysol, formado por ex-presos políticos uruguaios, que em um comunicado exigiram do governo de seu país “uma condenação clara e firme desta flagrante violação do direito internacional”.
Por outro lado, os partidos políticos da oposição uruguaia também criticaram a intervenção militar dos EUA na Venezuela.