Assunção, (Prensa Latina) Tratar de deter o alto nível de contrabando existente no Paraguai será a tarefa medular da Unidade Interinstitucional para a Prevenção, Combate e Repressão do Contrabando (UIC), criada pelo Governo paraguaio para seu combate.
Conhecedores opinam que o imparável rendimento ilegal de produtos no território paraguaio se devem em grande parte aos ineficientes controles locais e a situação da desvalorização do peso argentino e do real brasileiro.
Entre as produções mais afetadas estão a fruti hortícultura, a avícola e a suina, cujos produtos de contrabando inundam as ruas, o Mercado de Abastecimento e comércios, deixando sem espaços os produtores locais.
Segundo a Direção Nacional de Aduanas (DNA), o tomate e a cebola -está proibida sua importação-, aparecem em uma lista de produtos mais apreendidos por esse órgão.
Asseguram as fontes que a fronteira com o Brasil, especificamente na Cidade do Leste, é o ponto mais sensível para a entrada do contrabando de frango.
Autoridades disseram que este é um problema de longa data, mas desde que se acentuou a desvalorização do real o contrabando de frango e o de ovos brancos sofreram aumentos de preços.
Os produtores avícolas sentem que a demanda está sendo contida por produtos de duvidosa origem, como esta varia, segundo os informes que se manejam nos pontos de distribuição.
Por sua vez, a Mesa de Competitividade da Corrente suina, integrada por diferentes empresas e câmaras sindicais, advertiu recentemente que o contrabando põe a todo a cifra em perigo, incluindo postos de trabalho e o status sanitário do país.
A preocupação latente do setor mostra o fato de que a indústria suina depende quase em sua totalidade do consumo local, o que se exporta é marginal, disseram as fontes.



