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Postado em 10/05/2016 9:22

FARC-EP e Governo colombiano podem assinar acordo de paz em junho

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Telesur
Adital

O assessor jurídico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), Enrique Santiago, assegurou nesta segunda-feira que o acordo final de paz pode ser assinado para finais de maio ou em junho se “não se perder tempo em discussões desnecessárias”.

“A assinatura do acordo de paz não poderá ser mais tarde do primeiro semestre deste ano. Minha previsão é que se ambas as partes de põe a trabalhar na mesa para abordar os temas pendentes e não se perde tempo em discussões desnecessárias, pois para finais de maio ou junho estariam encerrados todos os pontos, incluído o acordo final”, disse Santiago em uma entrevista com o diário colombiano El Tiempo.

O assessor jurídico do grupo insurgente se mostrou preocupado pelas faltas de garantias de segurança e políticas de desmantelamento eficaz do paramilitarismo por parte do Governo colombiano, no marco de um acordo final de paz entre as partes.

“Se existe compromisso e seriedade por parte do governo de por em marcha as políticas de segurança, ou seja, de combate eficaz ao paramilitarismo, este processo de abandono de armas poderia estar concluído a finais deste ano ou nos primeiros dias de 2017, pelo qual o conflito de mais de 50 anos se poderia dar por concluído”, sustentou.

Santiago disse que existe um problema sobre as zonas ou territórios de paz, que o governo pretende assimilar a centros de reclusão, algo contraditório, devido a que se a insurgência quer participar em política deve interatuar com a população civil.

“É absurdo que uma força guerrilheira que manteve relação com a população civil historicamente, e que essa relação foi seu principal sustento e apoio nestes 50 anos de conflito, quando neste momento ademais quer desaparecer como força guerrilheira e converter-se em força política, pois não tem sentido proibir a relação com a população civil”, considerou.

A reportagem é da Telesul

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