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Postado em 30/12/2019 9:05

Famílias indígenas estão sendo confinadas na Colômbia

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Bogotá, 30 dez (Prensa Latina) A Organização Nacional Indígena da Colômbia denunciou o confinamento de famílias nativas devido ao enfrentamento entre grupos armados.
Nesse sentido, informou que 51 famílias nativas estão nesta situação e sofrem com a falta de alimentos devido aos conflitos na comunidade de San José del Roble, localizada no departamento de Nariño (sudoeste).

A denúncia acontece em momentos de violência persistente no país, onde as comunidades indígenas são vítimas, também, de assassinatos e atentados.

Durante o mês que termina agora, vários atentados recaíram sobre os nativos, que repudiam a presença em seus territórios de grupos armados, sejam legais ou ilegais.

Também fazem questão de que sejam respeitadas suas formas próprias de defesa e defendem uma presença integral do Estado. Por sua vez, o senador Feliciano Valencia, do Movimento Alternativo, Indígena e Social, denunciou recentemente os atentados perpetrados contra sedes de organizações originárias.

Valencia lamentou que ‘isto continue acontecendo e que o Estado, representado no governo, faça pouco por garantir a vida das comunidades indígenas. Não encontramos apoio do governo para vivermos tranquilos’.

Seguiremos denunciando este tipo de situações e esperamos que o governo atenda com celeridade os organismos que se adquiriram nos conselhos de segurança, e que termine a onda de violência contra as comunidades e povos indígenas, enfatizou.

Nossos territórios indígenas estão sendo convertidos em cemitérios, disse por sua vez o Conselho Regional Indígena del Cauca (CRIC).

Nesse sentido, fez referência ao que vem acontecendo neste mês de dezembro nas comunidades nativas nasa do município Páez, ‘onde os grupos armados ilegais continuam com os atos de violência, atentando contra a harmonia de nosso território, vulnerando os direitos humanos’.

Em um contexto marcado por protestos antigovernamentais, contra a violência e pela paz na Colômbia, o CRIC afirmou que fortalecerá a mobilização com a participação das comunidades.

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