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segunda-feira, 22 julho, 2024

Terroristas tem apoio da força aérea dos EUA em ataque conta a rota de suprimentos do governo sírio

Horror… Horror…

Moon of Alabama

Tradução: Vila Vudu
Nos últimos dias, aconteceu um grande ataque contra a linha de suprimentos do governo sírio para a cidade de Aleppo, realizado pela Frente al-Nusra (“Al-Qaeda na Síria”) e o Estado Islâmico (EI), ao que tudo indica coordenado com os militares dos EUA.

Durante todo o mês de setembro as forças da coalizão dos EUA fizeram uma média de 4,2 ataques aéreos contra o EI, predominantemente no leste da Síria. Isso, depois de uma média de 6,8 ataques/dia em agosto. Em outubro a taxa era quase a mesma de setembro, até a 5ª-feira, dia 22 de outubro. Então, o número de ataques, segundo do U.S. Military Times, caiu acentuadamente:

~4 ataques/dia até 20 de outubro
4 – Out. 20 3ª-feira
8 – Out. 21 4ª-feira
1 – Out. 22 5ª-feira
0 – Out. 23 6ª-feira
0 – Out. 24 Sábado
0 – Out. 25 Domingo
1 – Out. 26 2ª-feira
0 – Out. 27 3ª-feira
0 – Out. 28 4ª-feira

O Estado Islâmico usou o período de ataques zero no leste da Síria para mover centenas de combatentes e equipamento pesado para perto da linha de suprimento que conecta Damasco e as áreas controladas pelo governo em Aleppo (em verde no mapa).

Depois de dois dias sem nenhum ataque dos EUA no leste da Síria, o Estado Islâmico (vermelho no mapa) atacou pelo leste a via de suprimentos do governo, enquanto no mesmo ponto, a Frente al-Nusra (laranja) atacou o corredor de suprimentos pelo oeste. Os ataques começaram com carros bomba contra pontos de controle do exército sírio, que no mesmo momento estavam tendo de defender-se pela frente e pela retaguarda.

No sábado, 24 de outubro, Almasdar News noticiou:

Pela primeira vez em três meses, a principal via de suprimentos do Exército Árabe Sírio ao longo da rodovia Khanasser foi fechada por obstrução ali implantada pelo Estado Islâmico do Iraque e al-Sham [Levante] (ing. ISIL); essa situação caótica forçou as forças pró-governo a convocar centenas de reforços do Governorado de Aleppo, para fazer retroceder os terroristas ali plantados

Inicialmente, as forças armadas da Síria conseguiram repelir os dois grupos, ISIS e a Frente al-Nusra, da al-Qaeda na Síria, depois que atacaram de diferentes eixos no Governorado de Hama; mas o ISIS reagrupou-se perto da fronteira do Governorado de Al-Raqqa para lançar outro ataque massivo contra a rodovia Khanasser.

O segundo ataque do ISIS contra as posições defensivas das forças armadas sírias foi bem-sucedido, e interromperam a Autoestrada Khanasser e avançaram mais para o oeste em direção à cidade estratégica de Ithriyah a leste de Hama.

Os terroristas do Estado Islâmico mataram cerca de uma dúzia de soldados do governo e capturaram vários veículos armados (fotos terríveis).

O exército sírio mandou reforços da milícia Liwaa Al-Quds da resistência palestina, para ajudar a limpar a estrada. A operação foi só parcialmente bem-sucedida, porque o mau tempo e uma tempestade de areia dia 25 impediu a ação do apoio aéreo.

A sala de operações em Damasco não ficou totalmente insatisfeita com a situação, apesar de a estrada continuar interrompida. A ideia é que com os terroristas do EU e da Frente Nusra sendo reunidos em área rural aberta é mais fácil eliminá-los. Dias 26 e 27, as forças aéreas russas e sírias voaram cerca de 90 missões de ataque em 24 horas contra as partes da estrada que o inimigo ainda controla.

Esses ataques limparam as partes que o EI controlada da estrada, mas o EI concentrou mais forças em outro ponto da estrada, mais ao norte, e dia 27/10 houve ataque de suicida-bomba contra outro ponto de controle do estado sírio na mesma estrada, que voltou a bloquear a passagem. Mais reforços chegaram, dessa vez do Hizbullah, nos dias seguintes. No momento a estrada está desimpedida, mas ainda está ameaçada.

O fechamento da via de suprimento levou a grave desabastecimento para cerca de dois milhões de pessoas nas partes de Aleppo controladas pelo governo, com os preços de alimentos e gasolina explodindo.

As salas de operação em Damasco, onde Síria, Irã, Rússia e Hizbullah coordenam inteligência e operações na Síria suspeitam de que o ataque ao corredor de suprimentos tenha sido coordenado em nível mais alto, não só entre Nusra e Estado Islâmico.

A total cessação de ataques aéreos norte-americanos no leste da Síria permitiu que o Estado Islâmico movesse para lá centenas de terroristas e equipamento pesado (tanques e canhões), que estavam no quartel-general terrorista, na cidade de Raqqa, no oeste da Síria. Ao mesmo tempo, a Frente al-Nusra trouxe centenas de combatentes de outros fronts no sul-leste, para essa parte do ataque. Difícil acreditar que todos esses movimentos seriam coincidência, sem qualquer conexão uns com os outros.*****

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