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terça-feira, 21 abril 2026

Esta semana promete grandes emoções

Trump e o líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei

Wellington Calasans – Correspondente na Europa

Os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel ao Irã iniciados em fevereiro de 2026 não são apenas um episódio de tensão, mas refletem uma abordagem unilateral que ignora o direito internacional e os apelos à contenção global.

A narrativa oficial sobre a “ameaça existencial” do programa nuclear iraniano é contestada por evidências de que negociações diplomáticas estavam em andamento e que o Irã havia sinalizado concessões.

A opção pelo uso da força foi uma escolha política, em vez de um resultado de esgotamento diplomático. Isso demonstra uma tendência de potências ocidentais, que tornam a “defesa preventiva” uma doutrina flexível, negando o mesmo direito a outros Estados.

Enquanto líderes celebram as operações, o alto comissário da ONU alerta sobre o sofrimento humano causado por esses ataques. A reação internacional revela uma divisão: países do Sul Global condenam a ação, enquanto potências alinhadas aos EUA muitas vezes legitimam ou emitem críticas ambíguas.

Essa clivagem reflete visões divergentes sobre legitimidade e governança global. O Irã, com sua posição geopolítica central, conecta várias regiões e controla rotas de petróleo importantes. Atacar o Irã pode desestabilizar esses corredores e, ao mesmo tempo, ele faz parte de parcerias com Rússia e China que visam minimizar as sanções ocidentais.

Nos próximos dias, a resposta do Irã, a reconfiguração de alianças e a legitimidade do multilateralismo serão cruciais. O Irã já indicou que responderá firmemente, possivelmente através do fechamento do Estreito de Ormuz, o que afetaria o mercado global de energia.

O modo como as potências emergentes responderão pode acelerar a desdolarização e a criação de novos fóruns diplomáticos. Se ações unilaterais se tornarem a norma, a soberania estatal será enfraquecida. Este momento pode ser um teste sobre a capacidade da humanidade de optar pelo diálogo em vez da coerção, dando ao futuro uma maneira real que todos os povos sejam respeitados.

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