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Postado em 24/03/2020 6:08

Esquecimento da dívida e nacionalização são as respostas para a crise económica

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por Paul Craig Roberts
Cartaz da Câmara de Comércio dos EUA, 1939.As companhias de aviação dos EUA conduziram-se à bancarrota ao recomprarem as suas próprias acções num esquema de enriquecimento para os seus presidentes e membros dos seus conselhos de administração ( www.lewrockwell.com/… ). Com o impacto do vírus nas suas receitas, o Congresso está entregar-lhes um salvamento (bailout) de US$50 mil milhões. Ao invés de serem salvas elas deveriam ser nacionalizadas.
Na crise económica e de saúde em que nos encontramos, o governo vai precisar de toda a confiança pública que possa obter. Salvamentos daqueles que causaram os seus próprios problemas e os nossos não cumprem o teste de decência.
Como escrevi anteriormente, nacionalização é uma palavra de quatro letras para muita gente, mas ela realmente apresenta uma probabilidade de corrigir décadas de desregulamentação e concentração e dessa forma restaurar a competição na economia. Bancos nacionalizados demasiado grandes para falirem, por exemplo, podem posteriormente serem partidos aos bocados e estes serem revendidos a privados. Bancos comerciais podem ser separados outra vez dos bancos de investimento e o poder financeiro concentrado pode ser rompido.
Agora que já sabemos que mercados não são auto-regulados, podemos restaurar uma regulamentação financeira sensata e exigir aos bancos que emprestem para finalidades produtivas, não para financiarizar e alavancar activos existentes. O sistema financeiro dos EUA não tem servido o lado produtivo da economia estado-unidense de há muito tempo.
Enquanto americanos comuns fortemente endividados estão a perder seus empregos por toda a parte quando fecham negócios, lobistas de centros comerciais estão a pedir garantias de US$1 milhão de milhões. A indústria hoteleira quer US$150 mil milhões. A indústria da restauração quer US$145 mil milhões. A National Association of Manufacturers quer US$1,4 milhão de milhões. ( www.cnbc.com/… ) Distribuidores de serviços alimentares estão em perturbação. A Boeing quer US$60 mil milhões financiados em parte por empréstimos garantidos. Governos locais e estaduais necessitam apoio. A conferência estado-unidense de presidentes de municipalidades quer US$250 mil milhões. A lista é infindável.
O que é tem de ser feito para os 40% de americanos que, segundo um estudo do Federal Reserve, não podem obter US$400 em cash sem vender propriedade pessoal? Como é que o grande número dos que não tem seguro vai ser cuidados durante esta crise de saúde? Onde hospitais e médicos obterão o dinheiro?
A única solução é nacionalizar cuidados de saúde de modo a que as contas possam ser pagas. Não podemos sobreviver com grande número de pessoas infectadas e desempregadas a perambular pelas ruas a vasculhar por comida e o que quer que possam tomar.
A única solução para a economia é esquecimento de dívida para as pessoas comuns e nacionalização das companhias. Trump indicou que pode ser dada ajuda na forma de uma participação accionista e posteriormente vender a parte do governo com lucro numa privatização quando as coisas retornassem ao normal. Isto seria uma nacionalização parcial. Muito melhor é ir à totalidade pois isto permite um saneamento por concentração e desregulamentação.
A pandemia tornou claro que uma sociedade de indivíduos egoístas não é uma sociedade. Uma sociedade é um sistema social. Um sistema social com êxito é aquele que pode apoiar seus membros. Uma vez que exista um sistema social auto-sustentado, então há uma base para que as pessoas desenvolvam-se por si próprias. Mas sem um sistema social sustentável, não pode haver nada.
Criar uma sociedade sustentável nos Estados Unidos exige o abandono de modos dogmáticos de pensamento. As velhas ideologias atravessam-se no caminho. Nós e nossos líderes devemos pensar com criatividade se quisermos tratar com êxito a crise económica e de saúde.
O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/…
Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

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