Emiliano José
Não é simples recuperar as presenças daquela cerimônia-celebração de encontro de amigos de 5 de fevereiro, quando completei 80 anos. Insistirei na tentativa, no entanto, sempre me desculpando pelas ausências, dado o número de pessoas, coisa de duas centenas.
George Gurgel e Iordan Gurgel, irmãos, família de notórios comunistas. O primeiro chegou a viver bom tempo na União Soviética. O segundo, notório psicanalista. Dois amigos muito queridos.
Querido amigo Gilberto Wildberger, meu colega no Doutorado. Viveu poucas e boas na luta revolucionária. Ajudou fortemente a operação da fuga de Theodomiro Romeiro dos Santos, em 1979, Antes viveu momentos ainda mais intensos no Chile, quando do golpe de Pinochet. Escapou por pouco.
Falei de comadres, colegas queridas, amigas de muito tempo, e não creio ter me referido a Gustavo Falcon, um dos mestres na minha primeira fase do jornalismo e cujas visitas na Penitenciária Lemos Brito a visitar o irmão Pery Falcon e a todos nós aqueciam nosso coração.
Estivemos juntos sempre. Recentemente, produziu consistente resenha do meu livro “Os comunistas estão chegando”, do qual é um dos protagonistas. É autor de indispensável livro sobre o revolucionário Mário Alves, notório dirigente do PCB durante anos e depois principal comandante do PCBR, assassinado de modo brutal pela repressão.
Zonita e Eduardo Avena, amizades fortalecidas ao longo da vida. E que me trouxeram lembranças do querido Waldir Pires.
Falei de autoridades e dirigentes políticos. Cabe o registro, indispensável, da presença de Elias Gomes. Vindo de terras paulistas, chegado aqui, me procura, indicado, entre tantos, por José Genoíno. Viera acompanhando a mulher professora, Sílvia, aprovada em concurso na UFRB.
De lá para cá, firmou-se, além de preciosa colaboração militante, sólida amizade e revelou-se um denso dirigente político, tanto em Cruz das Almas, quanto agora contribuindo com a direção estadual do PT.
Presença de Josias Gomes, histórico militnte e dirigente do PT, vários mandatos de deputado federal, agora empossado no Tribunal de Contas do Estado. Dividimos trabalho na Executiva Estadual do PT, e fui eu a sucedê-lo na presidência do partido em 2005. Corremos grande parte dessa Bahia juntos.
Lídice da Mata, por quem tenho carinho, apreço e admiração imensos, nossa querida ex-prefeita de Salvador, senadora, deputada federal de vários mandatos. Nas lutas pela democracia, pela igualdade, em todos esses anos, sempre irmanados.
Ao lado, Yara Farias, irmã dela, dedicada militante da causa das crianças e adolescentes, solidária ao extremo quando do câncer enfrentado por Carla.
Trabalhamos juntos quando assumi a superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do governo do Estado, onde fiquei entre 2017 e 2019. Delas duas posso dizer: quem sai aos seus não degenera. O pai, Aurélio Pereira de Souza, dirigente comunista em Alagoinhas, vinculado ao PCB.
Miguel Cotrim é companheiro de fé, irmão camarada. Temos andado juntos já há muito tempo. É um artista de mão cheia, e o digo com convicção, é extraordinário diretor de arte, tem me ajudado de todos os modos nessa área e em tantas outras, lado a lado com Solange, jornalista, companheira dele, amiga tão querida. Militantes, os dois. Um privilégio tê-los como amigos. E contar com a presença deles na celebração da amizade.
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