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segunda-feira, 22 julho, 2024

Embargo oposicionista contra a Venezuela afeta distribuição de medicamentos

Paulo Emanuel Lopes
Adital

Uma comissão de parlamentares opositores venezuelanos, comandada por José Manuel Olivares, presidente da Subcomissão de Saúde da Assembleia Nacional, solicitou formalmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) que forneça “ajuda humanitária” à Venezuela. Foi solicitada ainda uma visita técnica para que se constate a “profunda crise sanitária” pela qual estaria passando o povo venezuelano. A reunião contou com a presença de Francisco Becerra, subdiretor da Organização Pan-americana de Saúde, instituição pertencente à OMS.

@joseolivaresm
O deputado opositor venezuelano José Manuel Olivares, presidente da Subcomissão de Saúde da Assembleia Nacional, explica a um dos maiores grupos de comunicação estadunidenses “por que pedimos #medicinasparaVzla à OMS”. Foto: Conta pessoal do Twitter.

“Nós viemos (…) solicitar formalmente ajuda humanitária para a Venezuela em termos de medicamentos e material médico cirúrgico (…) Estamos seguros de que todo esse material informativo impulsionará a ajuda humanitária, e esperamos que todo esse esforço não seja desestimulado pelo governo venezuelano”, afirmou à AFP o deputado venezuelano, que é médico.

Falta de medicamentos

Segundo Jhonatan Rodríguez, presidente da Organização StopVIH, as pessoas que vivem com o vírus HIV, na Venezuela, estariam sofrendo com a falta de medicamentos e dificuldades na hora de realizar exames. “Nós fomos incorporados à revisão do Regulamento que dará aplicabilidade à Lei de Promoção e Proteção às Pessoas com HIV e seus Familiares*, que é, sem dúvidas, outro avanço em matéria de direitos, mas se antes não garantimos o direito à vida, o que estaremos defendendo então?”, afirma Rodríguez.

Segundo um comunicado enviado à imprensa pela StopVIH, os medicamentos que faltam são “antigripais, antialérgicos, anti-hipertensivos, antibióticos, antidiarréicos, antialérgicos, psicotrópicos, entre outros”, sem deixar claro se há ou não falta de antirretrovirais. Vale destacar ntre os financiadores dessa ONG se encontra a Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela.

divulgação
StopVIH, uma das muitas ONG venezuelanas financiadas desde o estrangeiro, afirma que há falta de medicamentos para portadores do vírus HIV, mas não especifica se há ou não falta de antirretrovirais. Printscreen: 19/02/2016, às 11h45.

‘Agenda Econômica Bolivariana’ contra a guerra econômica

Com o objetivo de driblar a escassez de produtos que vem sendo sujeitada a sociedade venezuelana, o governo do presidente Nicolás Maduro anunciou incentivos à produção de medicamentos, através da Farmapatria, rede pública de farmácias populares. Por toda a Venezuela, há cinco plantas de produção de fármacos, cuja estrutura foi financiada a partir de um fundo Chinês-Venezuelano.

O estímulo à produção nacional de medicamentos faz parte da Agenda Econômica Bolivariana, um conjunto de ações em diversos setores que visa a suprir a demanda interna de produtos que a iniciativa privada vem deixando de oferecer ao mercado, em represália ao governo revolucionário, na chamada “guerra econômica”.

Além do fármaco, o plano engloba setores como a agroindústria, indústria, exportações para geração de divisas, economia popular, petroquímica, mineração, turismo, construção, telecomunicações, informática, entre outros.

*Legislação aprovada em 30 de dezembro de 2014 cujo objetivo envolve o direito à igualdade de todas as pessoas com HIV e seus familiares.

Com informações de Kaos en la Red e La Jornada.

Paulo Emanuel Lopes

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