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sexta-feira, 30 janeiro, 2026

Dívida externa privada da Argentina está fora de controle

Buenos Aires 30 de janeiro (Prensa Latina) A dívida externa privada da Argentina aumentou em sete bilhões e 300 milhões de dólares em dezembro, atingindo 116 bilhões e 847 milhões de dólares no último trimestre de 2025, de acordo com dados atualizados divulgados hoje pelo Banco Central da Argentina (BCRA).

Essa dívida do setor privado está dividida em cinco mil e 16 milhões do setor comercial e dois mil e 284 milhões do setor financeiro.

Agora, a dívida externa bruta total da Argentina subiu para 316,935 bilhões no final do terceiro trimestre de 2025, marcando um novo recorde após um aumento de 3,2% em comparação com o trimestre anterior, um valor que ultrapassa 46% do Produto Interno Bruto do país.

Devido às políticas financeiras e monetárias do governo de Javier Milei durante 2025, a dívida argentina apresentou uma tendência de alta, impulsionada por novas emissões de dívida e compromissos do Banco Central, de acordo com consultores independentes.

Levando em consideração as dívidas em pesos argentinos, a dívida real total ultrapassa 400 bilhões de dólares, afirmou o ex-presidente do BCRA, Alejandro Vanoli, em entrevista ao programa Sin Corbata, da Rádio Splendid.

Muitos dos compromissos são de longo prazo, embora persistam desafios de curto prazo relacionados à sustentabilidade e às reservas líquidas, alertam eles.

O BCRA especifica que o principal componente da dívida privada estava na área de importações de bens, que representaram 35 bilhões e 55 milhões, e em segundo lugar estavam os empréstimos financeiros (29,581 milhões) e os títulos de dívida detidos por estrangeiros (16,011 milhões).

Em relação ao endividamento no setor financeiro, o aumento deveu-se ao crescimento dos empréstimos financeiros e à emissão de mais títulos de dívida.

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