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Postado em 09/12/2019 8:18

Desigualdade derruba Brasil em Índice de Desenvolvimento da ONU

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País tem a segunda maior concentração de renda do mundo!

São Paulo: em primeiro plano, o bairro de Paraisópolis. Ao fundo, o Morumbi, um dos bairros mais caros da cidade (Créditos: Vilar Rodrigo/Wikimedia Commons)

Conversa Afiada

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou na manhã desta segunda-feira 9/XII a nova edição de seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O ranking, calculado anualmente pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), leva em consideração fatores como emprego, saúde e acesso à educação e distribui, para cada país, uma pontuação de 0 a 1 – quanto mais alto, mais desenvolvido.

Neste ano, o Brasil alcançou um IDH de 0,761. Trata-se de um aumento ínfimo de 0,001 em relação ao ano passado – para além disso, o país caiu uma posição no ranking: da 78a colocação para a 79a, em um total de 189 nações.

Assim, o Brasil fica próximo de outros países de altíssimo nível de desenvolvimento – superpotências como a Bósnia e Herzegovina (0,769), Granada (0,763) e a Macedônia do Norte (0,759).

De acordo com o relatório da ONU, o IDH brasileiro cresceu, em média, 0,78% ao ano nos últimos 18 anos.

O PNUD também calculou um IDH “ajustado às desigualdades” – um segundo índice que mede a distribuição desigual dos recursos do desenvolvimento humano.

É aí que o Brasil se destaca de verdade!

Como o amigo navegante do Conversa Afiada sabe, a desigualdade cresceu no Brasil após o Golpe dos canalhas e canalhas em 2016.

Nosso país tem, hoje, a mais alta diferença entre ricos e pobres nos últimos sete anos.

Nesse “IDH da má distribuição”, o Brasil acumula 0,574 pontos e ocupa a 102a posição!

Quase 33% de todas as riquezas produzidas no Brasil estão acumuladas nas mãos do 1% mais rico da população – é a segunda maior concentração de renda do mundo, atrás apenas do Catar!

Enquanto os mega-ricos vivem como os sheiks de um petro-emirado, a maior parte da população vive entre a Zâmbia e o Lesoto

E, se depender do Bolsonaro, isso ainda vai piorar

Em tempo: os países no topo do ranking da ONU são a Noruega (0,954), Suíça (0,946) e a Irlanda (0,942).

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