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Postado em 30/08/2018 10:57

Debates são bons para emissoras, não para eleitor

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por Janio de Freitas

Jornal GGN – O articulista Janio de Freitas, em sua coluna desta quinta-feira (30) na Folha, afirma que os debates ajudam as emissoras, mas que os eleitores não são beneficiados. Para ele, o que se tem na mídia é bem parecido com discussões de botequim.

A utilidade desses programas seria a oferta de informações, propósitos de cada candidato, para que o eleitor pudesse comparar entre as várias possibilidades do seu voto. Na forma como fazem, viram diversão para o eleitor.

Um candidato sabe que pesquisa e memorização das falhas de seus adversários é mais efetivo que organização de propostas e argumentos. Da mesma forma, treina para se defender dos ataques que receberá por seus pontos vulneráveis. Se existem ideias, se o candidato as têm, serão guardadas para momentos improváveis ou mesmo frases fugidias.

Para Janio a televisão transmite, não um debate, mas uma rinha com transmissão ao vivo, e tão útil aos eleitores quanto as brigas de galos.

Lembra que em 2014, os enfrentamentos consagraram uma palavra para o que os candidatos fariam na TV, e é desconstruir. Quem lançou a pérola foi o candidato midiático, Aécio Neves, destacado no jornal O Globo: “Vou desconstruir a Dilma”.

Tal expressão é finalidade comum aos debates já exibidos. Bem como em entrevistas onde apresentadores e jornalistas entram com a tarefa principal de desconstruir. Junte-se a isso o tempo de ocupação dos entrevistadores, que vai de 40% a 30% do tempo que deveria ter sido usado para exposição do candidato.

Collor usou bem esta tática de ocupar o debate para exterminar adversários, lembra Janio. E cita o famoso debate na Globo que foi um dos determinantes do resultado eleitoral. E, é claro, do que sobreveio com o governo Collor.

Segundo ele, as perguntas entre candidatos facilitam o rebaixamento do debate para mera briga de palavras. “É forma

imprópria até se não há briga, pela diferença de dificuldade, ou de ajuda, entre as perguntas para diferentes candidatos. O eleitor fica sempre sem o que precisa. E as emissoras ganham em qualquer caso”, finaliza ele.

Leia o artigo na íntegra aqui.

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