Rodríguez, na rede social x, destacou a aprovação do Programa de País para a ilha pelo Conselho Executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por uma ampla maioria de seus estados-membros, em favor da continuidade da cooperação com a nação caribenha.
Na publicação, o chefe da diplomacia cubana afirmou que isso “demonstra a disposição da comunidade internacional e do sistema das Nações Unidas em continuar cooperando com o nosso país em projetos de desenvolvimento” e, além disso, ocorre “apesar da intensificação sem precedentes do bloqueio dos EUA”, enfatizou.
A aprovação veio com o único voto contrário dos EUA, “prova de sua política isolacionista e de seu notável interesse em limitar nosso desenvolvimento e sufocar nossa economia e nosso povo”, comentou o ministro das Relações Exteriores cubano.
O novo Programa de País para Cuba orientará o trabalho de cooperação da agência até 2030, informou o órgão das Nações Unidas no Facebook.
O documento menciona, entre as áreas temáticas, a recuperação econômica e a transformação produtiva, a gestão ambiental e a redução do risco de desastres, os programas e serviços sociais e de proteção, bem como o fortalecimento institucional e a modernização da gestão pública.
Esta semana, o Representante Permanente de Cuba junto às Nações Unidas em Nova Iorque, Ernesto Soberón, durante a Primeira Sessão Ordinária do Conselho Executivo, reafirmou o compromisso do seu país com o desenvolvimento sustentável, baseado num modelo social que inclui cobertura universal e acesso gratuito aos serviços sociais, e enfatizou o papel do PNUD como parceiro fundamental há mais de cinco décadas na preservação dessas conquistas.
No próprio palco, Soberón denunciou que esses objetivos são seriamente afetados pelas condições de um Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento e, drasticamente, pelo bloqueio imposto pelo Governo dos Estados Unidos há 64 anos, recentemente intensificado com novas medidas para dificultar o fornecimento de combustível.