11.5 C
Brasília
domingo, 14 julho, 2024

Contra o golpe, artistas e intelectuais manifestam apoio a Dilma

Agência Brasil
Nesta quinta-feira (31), artistas, intelectuais e cientistas se encontraram com a presidenta Dilma Rousseff para manifestar o apoio ao governo e rechaçar os intentos golpistas contra o seu mandato que ameaçam a democracia. Nomes como Letícia Sabatella, Beth Carvalho, Antonio Pitanga, Elisa Lucinda, Emir Sader, Tássia Camago, Flávio Renegado, Sérgio Mamberti, Anna Muylaert, Osmar Prado compareceram ao ato.
“Estou voltando aqui para dar apoio à presente neste momento difícil, com o orgulho de saber que no ano passado o filme mais importante feito aqui foi feito por uma mulher e do ponto de vista da mulher. É um filme de separatismo social, da cozinha para a sala, mas também o filme de uma mãe”, disse a cineasta Anna Muylaert, diretora do filme “Que horas ela volta?”.

“O trabalho que foi feito pelo governo Dilma, pelo governo anterior do Lula, é um trabalho de inclusão social de um nível estrondoso no planeta. Na Europa inteira, a Europa sabe e reconhece. Aqui, talvez precise de alguns anos para a gente entender a dimensão do que vem acontecendo”, completou.

Muylaert disse ainda que “no futuro, haverá uma Jéssica presidenta e o seu coração estará cheio de gratidão a Dilma”. “As Jéssicas vão tomar o poder”, disse.

O neurocientista Miguel Nicolelis também falou em vídeo exibido no evento. “O mundo inteiro já sabe, o mundo inteiro já está informado do que está acontecendo no Brasil, da tentativa de remover uma presidenta”, disse Nicolelis, enviando uma mensagem a Dilma. “Senhora presidenta, resista. Resista porque a senhora não está sozinha”, declarou.

Classe artística

A atriz Letícia Sabatella reafirmou o compromisso na defesa do Estado democrático. “A vida não é uma novela, um reality show editado. Eu vim aqui hoje clamar por democracia. Nossa democracia é jovem, imatura, neocoronelista, ainda sofre com um modelo de desenvolvimento bastante predatório e deve muito em justiça social aos pobres, aos negros, ao pequeno agricultor. Eu sou oposição ao seu governo, presidenta Dilma, mas eu tenho um contentamento em poder dizer isso na sua frente, e dizer que vivo ainda num Estado que se pretende utopicamente neste governo ser um Estado democrático, que preserva as liberdades”, declarou a atriz.

“Mesmo estando aqui como oposição, não tenho como não reconhecer essa ascensão social de grande parte da população. A gente viu que essa condição pode ser mexida e que há vontade política para isso. Uma vez dado um passo, a gente ter que dar um passo adiante, e não para trás. Por isso estou aqui”, completou.

O teatrólogo Aderbal Freire Filho criticou às manipulações da imprensa, classificando como “a farsa do impeachment”.

Samba

A sambista Beth Carvalho resgatou a trajetória dos sambistas de compromisso com a democracia. “Conheci Lula ainda sindicalista, e desde então admiro ele profundamente. Nas décadas de 60, 70 e até 80, eu e muitos outros artistas – principalmente os do samba – andamos por este país levando nossa música como instrumento de conscientização política”, disse.

“A classe artística aqui representada se levanta na defesa das liberdades individuais, da Constituição brasileira e principalmente do amor. É o amor que nos une aqui hoje”, ressaltou ela, finalizando: “Não vai ter golpe. Vai ter luta!”.

Hip Hop

O cantor e compositor de rap Flávio Renegado afirmou que o ato dá voz a “comunidade e do povo do gueto”. “O rap está aqui para defender isso: vida longa à periferia, e não vai ter golpe.”

A professora Petronilha Beatriz Gonçalvez e Silva apresentou seu “incentivo de coragem” e citou o “reconhecimento e fortalecimento da população negra”. Também professor, Leonardo Abritzer clamou “pela estabilidade da democracia no Brasil”.

Miguel Nicolelis, Maria da Conceição Tavares e Tico Santa Cruz, entre outros, enviaram mensagens em vídeo.

Do Portal Vermelho, Dayane Santos, com informações da NBR

ÚLTIMAS NOTÍCIAS