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Nossa América

Postado em 16/06/2020 7:02

Conheça Prensa Latina

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Caracas, (Prensa Latina) Muitas vezes sabemos de algo (pessoas, instituições, situações), mas não os conhecemos. Saber é enfrentar a realidade sem intermediários.
É ‘estar’ frente a frente com o que eles lhe disseram, leram ou viram por alguns meios. Em outras palavras, está entrando em contato diretamente com o que era apenas representação ou imaginação. Algo assim aconteceu comigo com a Prensa Latina (PL).

Como estudante de jornalismo na Universidade Central da Venezuela (UCV), sempre me interessei pela situação do jornalismo latino-americano e ouvi e li o quão importante a Prensa Latina era, é e será, não apenas para Cuba, mas também para toda a região da América Latina, no sentido de ser uma voz alternativa diante da hegemonia comunicacional, o poder incontrolável das agências de notícias transnacionais e o poder das grandes empresas de informação.

Por isso, compreendi e assimilei o valor da Prensa Latina para todos em nossa América, mas não sabia, não o havia tocado diretamente com meus sentidos.

Foi esse o caso até 2009, como chefe de informações da Agência de Notícias da Venezuela (AVN), tive que cobrir a resistência do povo hondurenho ao golpe que depôs o presidente constitucional daquele país da América Central, Manuel Zelaya.

Na cobertura, que não foi isenta de perigos, conheci o jornalista Raimundo López, enviado especial da Prensa Latina.

Somente então, em primeira mão, verifiquei a coragem, a bravura e a qualidade jornalística dos repórteres cubanos, mas, acima de tudo, a consciência de por que eles praticam o jornalismo comprometido com a verdade e com o povo.

Entendi a diferença que deve existir entre fazer jornalismo pelo próprio jornalismo e fazê-lo para divulgar a verdade e denunciar injustiça, desigualdade e imposição de poder. Nesse triste caso, poder econômico contra um presidente que estava do lado de seu povo.

No ano seguinte, as coincidências da vida me levaram a ocupar uma posição diplomática em El Salvador. Mais uma vez na América Central, tive de encontrar meu amigo Raimundo, desta vez como chefe do correspondente do PL em San Salvador, após o restabelecimento das relações diplomáticas daquele país da América Central com Cuba.

El Salvador, na época, Cuba e PL entendiam a importância de estabelecer um escritório correspondente na nação centro-americana.

Depois de Raimundo, inúmeros jornalistas o seguiram como correspondentes ou enviados especiais. Isso me ajudou a entender melhor a agência, mas também a entender melhor meu compromisso com a nossa causa americana.

Compartilhei com Odalys, Yoel, Miguel, Dos Santos, Frank, Luis Enrique, Cira, Isaura, Ernesto, Alejandro e, finalmente, Charly e Eliurka, que fecharam meu ciclo de interação íntima, diáfana e sincera (por oito longos anos) com jornalistas de imprensa que, mais do que colegas, se tornaram camaradas e camaradas em luta para sempre.

O jornalismo não deve ser feito apenas por uma questão puramente profissional, por um compromisso puramente institucional ou, pior ainda, por uma questão de egos pessoais.

Isso se deve a uma causa e essa causa não é encontrada em uma empresa de comunicações ou em uma empresa internacional de informações, que são devidas apenas a interesses privados mesquinhos.

Conhecer a Prensa Latina, por meio de seu pessoal, me ensinou que o jornalismo, para estar verdadeiramente comprometido com a verdade e os povos, deve ser praticado por pessoas que sabem que a prática profissional deve ser realizada por instituições que realmente representam os interesses do coletivo.

A Prensa Latina é seu povo, seus trabalhadores e seus trabalhadores, e vivendo diariamente com eles, conhecendo suas angústias, compartilhando suas alegrias e entendendo seu compromisso, só assim encontrei finalmente a agência histórica da Revolução Cubana de que me falaram tanto. ou aquele sobre o qual li muito.

Por esse motivo, quando voltei à Venezuela, tendo completado minha jornada como diplomata, voltei à Agência de Notícias da Venezuela para continuar contribuindo para a causa de Nossa América, que é a causa de nossos povos.

E isso sempre me foi ensinado pela Prensa Latina e agradecerei profundamente até a morte.

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