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Postado em 14/07/2020 6:00

Compay Segundo, símbolo de Cuba diante do mundo

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Havana, 14 de julho (Prensa Latina) O legendário Chan Chan e Voy pa Mayarí são canções que identificam a cultura cubana hoje diante do mundo, uma popularidade que a ilha deve a Francisco Repilado ‘Compay Segundo’, que morreu há 17 anos.
O trabalho da Compay o coloca como um dos expoentes mais importantes da música tradicional cubana, baseado em suas criações repletas de motivos rítmicos muito autóctones.

Ele começou sua carreira musical ainda muito jovem compondo e interpretando canções populares, mas foi somente nos anos 30 que ele se juntou a vários grupos em Santiago de Cuba, incluindo o grupo de Miguel Matamoros, um dos músicos mais renomados da nação caribenha.

O compositor e intérprete popular é um símbolo de Cuba, cativando platéias de todos os continentes e gerações, e entre suas contribuições à música cubana está a criação da harmônica, um instrumento de corda depenado que serve como violão de três.

Atualmente, o Instituto Latino de Música está preparando a produção de um filme e uma série animada sobre a vida e obra do lendário músico, que incluirá em cinco capítulos os momentos mais importantes de sua vida, desde sua infância até sua intensa carreira musical, quando era membro de grupos como Los Compadres e o clube social toda estrela Buena Vista.

Os dois últimos capítulos serão dedicados ao seu legado e à estadia de Repilado no Buena Vista Social Club, um projeto do qual ele foi um dos fundadores junto com lendas da música cubana como Ibrahim Ferrer, Rubén Hernández, Eliades Ochoa e Omara Portuondo.

Mais de 100 canções dos gêneros filho, guaracha, bolero, guajira, changüí e bolero-son compõem seu catálogo autoral e sua extensa discografia inclui títulos como Antología de Compay Segundo, Yo vengo aquí, Lo mejor de la vida, Calle Salud e Las flores de la vida, este último indicado para um prêmio Grammy.

A Empresa de Grabaciones y Ediciones Musicales (Egrem) valoriza as gravações das diferentes etapas da vida artística do Compay Segundo, até sua morte em 2003, sem dúvida um dos artistas mais amados da ilha e um dos mais renomados internacionalmente.

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