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quarta-feira, 1 abril 2026

Com uma festa entre amigos, comunista comemora os 80  anos

Emiliano José

O que poderia ser considerada comemoração de aniversário terminou como uma celebração de amizades. 

Está certo: fazia 80 anos. 

Mas, minha pretensão mesmo era reunir amigos. 

Sabendo ser impossível reunir todos eles, todas elas. 

Felizmente, a vida me proporcionou incríveis e inúmeras amizades. 

E o encontro de 5 de fevereiro foi uma cerimônia. 

Diria que sagrada. 

Porque dando chance à amizade.

Evidenciando o quanto ela é poderosa. 

O quanto é necessário, sendo assim, celebrá-la.

Eu próprio me surpreendia: tanta gente que não via há muito tempo. 

Muitas amigas, amigos me dizendo: foi o melhor presente, rever tanta gente querida. 

Celebração. 

Cerimônia de sagração da amizade.

Presentes, as minhas companheiras, meus companheiros do Grupo Tortura Nunca Mais, de que participo com orgulho. Sirlene de Assis, querida presidenta. Ana Guedes, companheira de luta desde a minha chegada à Bahia, em 1970. Lúcia, irmã dela. Eliana Rolemberg, Márcia Cristina, Carlos Freitas, não sei se me lembrarei de todos. A luta pelos direitos humanos, presente. 

Minhas amigas, amigos vinculados, ligados ao Movimento Negro. Zulu Araújo e Josi, Rei França e Denise, Bolagi, para lembrar alguns, essenciais para reforçar minhas convicções antirracistas, vindas de longe, mas aqui na Bahia organizadas em várias iniciativas, inclusive em meus mandatos parlamentares, quando vereador, deputado estadual e deputado federal. 

Rei França chegou a me chamar de quase preto em texto recente, a indicar minha aproximação com as causas negras, uma delas a defesa da religião afrodescendente. Aceitei a denominação, ou a condição, como um elogio do velho companheiro, cuja contribuição nos mandatos parlamentares foi essencial. 

Como essencial tem sido a parceria com Zulu Araújo, recém-aprovado professor-substituto da Universidade Federal da Bahia, antiga e atual a caminhada comum, alguns textos assinados conjuntamente, outros por virem, além de nossa militância no Olodum, muito tempo atrás. 

E por falar nisso, destaco uma ekede querida presente, Isaura Genoveva, autoridade do Terreiro da Casa Branca, com quem tenho laços antigos. Sou orgulhoso de ser um defensor dos direitos da Casa Branca, e de ser contemplado com tantos amizades nesse templo sagrado, o mais antigo candomblé do Brasil. Aproveito para saudar Mãe Neuza e a querida ekede Sinha. 

De amigos religiosos, destacar presença do abade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel D’Able do Amaral, cuja amizade o fez afrontar céus e terra e me fazer integrante da Academia de Letras da Bahia. Foi pelas mãos dele a minha chegada à Academia, onde fui recebido com muito carinho, sem me acreditar com méritos para tanta honra e distinção. 

Amigas jornalistas, minhas queridas comadres Mônica Bichara, Jaciara Santos, Isabel Santos, Joana D’Arck, Ana Vieira, Carmela Talento, corro sempre o risco de esquecer nomes, pago esse preço. Jornalistas como Rita Tavares, cuja contribuição artística abrilhantou o encontro, lado a lado com o companheiro dela, querido amigo Alberto Freitas. Presença de Carlos Navarro, um de meus mestres no jornalismo, dele e de Popoia, querida companheira.

Minhas amigas e companheiras e companheiros de Universidade. Marília Muricy, raro saber, tanto carinho. Victória Espinheira e Rui, dois queridos. Caríssima professora Mirella Márcia, tão carinhosa a ponto de aceitar prefaciar o livro sobre Carla, amor de minha vida, confrade da Academia de Letras da Bahia, como a também muito cara Edilene Matos, professora e confrade. Cantora e professora da UFBA. Clécia Queiroz, amiga de décadas, e que não nos víamos havia muito tempo, me deu a alegria de compartilhar aquela celebração. 

Meu cardiologista e amigo Antônio Nery, a quem nunca me canso de agradecer pela imensa solidariedade no decurso da doença de Carla, ele e Carminha, amizades a toda prova. Ceuci Nunes, da área médica, também dizendo presente. Veio gente de todo lugar, de todo lugar que se tem pra partir. Muita gente, muita amizade. 

Alberto Nascimento Dourado, velho companheiro de guerra, de muitas batalhas comuns. Com ele, a companheira, Cissa, jornalista e amiga. Aécio Pamponet e a querida companheira, guardiães da memória dos nossos sertões, ele, ex-militante do movimento estudantil da geração 1968 e também jornalista de esportes da Tribuna da Bahia, das mais brilhantes equipes do jornalismo esportivo, sob a direção de Antônio Matos. 

#emiliano20268052

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