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Postado em 18/06/2020 6:40

Classificado como assassinato de juiz no México como crime de Estado

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México, (Prensa Latina) O presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN), Arturo Zaldívar, classificou nesta quinta (18) o assassinato do magistrado federal Uriel Villegas e sua esposa como um crime estadual.
Zaldívar disse que não há dúvida de que se trata de um crime estatal e que, quando este for o caso, todas as instituições públicas estão do mesmo lado, não há espaço para diferenças, nem política nem qualquer outra distração.

O funcionário aludiu à definição mais geral desse crime, que inclui aqueles cometidos não apenas por agentes do Estado, mas também por indivíduos, com a cumplicidade, tolerância ou omissão do Estado.

Se este caso não for resolvido, será uma derrota para o México e o Estado de Direito será mortalmente ferido, disse ele.

Ele afirmou que no caso do juiz Villegas, ele tinha proteção, mas optou por renunciar. Ele até apontou que o Conselho Judicial Federal (CJF), ao revisar os tipos de assuntos que estavam sob seu estudo, enviou uma carta solicitando sua reconsideração, mas reiterou sua decisão de não ter escolta.

Foi narrado que já havia sido falado com ele e apontou que ‘ele se sentia mais à vontade, chamava menos atenção, sentia que não corria nenhum risco’, acrescentando que eles não sabiam que ele havia recebido qualquer ameaça.

Zaldivar agradeceu as condolências expressas pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, seu consultor jurídico Julio Scherer e o restante do gabinete e os membros do Judiciário Federal e dos estados que expressaram sua condenação por esse crime.

Ele observou que conversou com o Secretário de Segurança e Proteção do Cidadão, Alfonzo Durazo, com quem ele disse que os protocolos para proteger os magistrados serão revistos.

Ele adiantou que a CJF tomará medidas para fortalecer a segurança dos juízes e magistrados e rejeitou as versões que Villegas ficou sem guarda-costas devido as medidas de austeridade, já que ele disse que há um orçamento designado para essa tarefa, que é uma prioridade no Poder Judiciário.

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