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sábado, 21 fevereiro 2026

Chile pede ao Papa que intervenha na crise cubana provocada pelos EUA

O Papa Leão XIV (à esquerda) e o Presidente do Chile, Gabriel Boric Font (à direita).

HispanTV – O presidente chileno, Gabriel Boric, pediu ao Papa Leão XIV que intervenha na crise humanitária de Cuba, causada pelo embargo de petróleo dos EUA à ilha.

Fontes locais informaram na terça-feira que o presidente chileno enviou uma carta ao pontífice católico solicitando sua intervenção na grave crise humanitária em Havana, em meio ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.

A Secretaria-Geral da Presidência do Chile explicou em comunicado que a carta “expressava a preocupação do Chile com as condições de vida da população e observava que a situação atual em Cuba assumiu uma dimensão humanitária preocupante, impactando diretamente o abastecimento de alimentos, o funcionamento dos hospitais, o transporte público e o fornecimento de energia elétrica”.

Segundo a carta, entregue ao núncio apostólico no Chile, o arcebispo Kurian Mathew Vayalunkal, Boric também enfatizou que “sem ignorar as diferenças ideológicas, o bem-estar humanitário deve ter precedência sobre os conflitos entre os Estados”.

“Qualquer solução sustentável exigirá progressos na democracia e nos direitos humanos”, disse o presidente.

O presidente do Chile denunciou o bloqueio dos EUA contra Cuba como “criminoso”, observando que seu país enviará ajuda a Havana.

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva  declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região.

Com base nesses argumentos, foram anunciadas tarifas para os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

As sanções dos Estados Unidos contra Cuba já duram mais de seis décadas. Em 7 de fevereiro de 1962, o então presidente John F. Kennedy formalizou o embargo, embora suas origens remontem a 1959. Documentos oficiais dos EUA indicam que o objetivo inicial era exercer pressão econômica sobre o país para provocar descontentamento interno e enfraquecer o governo de Fidel Castro.

De acordo com o governo cubano, o embargo causou prejuízos econômicos acumulados superiores a 159 bilhões de dólares e tem sido um obstáculo central ao desenvolvimento da ilha.

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