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Postado em 27/11/2019 4:29

Chancelaria russa: EUA estão tentando tornar América Latina mais controlável

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CC0 / Pixabay
AMÉRICAS

Durante os últimos anos, os EUA têm tido a ideia de tornar a América Latina mais controlável, disse o chefe do departamento latino-americano do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Schetinin.

O diplomata russo comentou a situação de instabilidade e de crise política pela qual vários países do continente sul-americano estão passando.

“O que está acontecendo lá no nosso ponto de vista? O que acontece é que durante os últimos anos, e isso se vê mais claramente nos últimos dois, os nossos parceiros americanos estão interessados […] em a formatar [esta região], torná-la mais controlável”, disse Schetinin durante um debate sobre o tema “Continente em chamas: crises e protestos na América Latina”.

O diplomata destacou que em Washington “tiraram dos baús a Doutrina Monroe”.

Na semana passada, o diretor do Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Sergei Naryshkin, disse que os EUA estão envolvidos na crise política na Bolívia e estão tentando “abalar” a situação na América Latina “no seguimento do que está acontecendo na Venezuela”.

Anteriormente o chanceler russo Sergei Lavrov disse que as regiões da América Latina e do Caribe estão sob uma enorme pressão.

“As tentativas dos EUA de reformatar o cenário político da América Latina à sua medida, no espírito da ressuscitada Doutrina Monroe, causam grande preocupação. Em essência, Washington se arrogou o direito, baseado em suas próprias interpretações, de usar a força onde quiser derrubar governos que, entre outras razões, não o satisfazem”, afirmou Lavrov.

De acordo com ele, estas ações de Washington minam as bases da segurança e estabilidade regional, “levam à polarização das sociedades latino-americanas e vão contra a tarefa de construir uma zona de paz na América Latina“.

Em 1823, o presidente dos EUA James Monroe declarou uma doutrina política, conhecida como Doutrina Monroe, na qual repudiava a interferência de potências europeias no continente americano.

Sputnik

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