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domingo, 27 setembro 2026

César  Fonseca: ‘Imperador Laranjão’ volta atrás na ameaça militar a Cuba’

Foto Google/Metrópole

Para não perder voto latino em novembro e virar pato manco

César  Fonseca

 O desbocado presidente laranjão, que vomitou vitupérios no discurso na ONU, está engolindo o que disse, com medo das eleições parlamentares de novembro.

Em relação a Cuba, disse que o país está falido e que vai desaparecer.

Os cubanos levantaram e deixaram ele falando sozinho.

Agora, fala em acordo, repeteco do que tenta fazer com Irã diante do qual está sem força para continuar sua ameaça de destruir os iranianos etc.

Marco Rúbio, secretário de Estado, descendende de cubanos, de olho na presidência dos EUA em 2028 – se Trump não der um golpe para continuar no cargo, já que, constitucionalmente, não pode disputar terceiro mandato -, só tem a perder com a fala sem noção de Trump.

Deve ter reclamado com o chefe que ambos têm a perder junto à comunidade numerosa latino-americana que vai votar.

Com a popularidade em 32%, 33%, em situação crítica, o imperador, que, também, agrediu a América Latina, prometendo intervenção militar, se necessário, para preservar o poder imperial no continente, como fez, em janeiro, com a Venezuela, está mais sujo que pau de galinheiro.

Poderá sofrer uma lavada eleitoral daquelas.

Acontecendo isso, com os latinos somando-se aos eleitores democratas, Trump terá dificuldades para governar na segunda metade do seu mandado, no período 2024-2028.

PATO MANCO

Caso perca maioria nas duas casas do legislativo, viverá situação de pato manco.

Terá mandaTo, mas não conseguirá governar, se virar minoria no Congresso.

Sua declaração, neste sábado, de que não mais  intervirá militarmente em Cuba pode se estender aos demais países latino-americanos como sintoma de que cometeu profundo erro político em seu discurso boquirroto na ONU.

Ali ele ressuscitou a diplomacia das canhoneiras, ancorada na Doutrina Monroe, revigorada pelo sentido imperialista, segundo o qual o direito da força prepondera sobre a força do direito.

O imperador laranjão não sabe mais o que dizer, porque tropeça nas palavras e nos conceitos, quanto mais vai se certificando de que não tem mais a força para reverter a situação a seu favor na guerra do Oriente Médio.

Seu calvário fica cada vez mais explícito.

O recuo quanto à determinação de invasão militar em território cubano, algo que, se acontecer, somente afetará seu poder eleitoral nos próprios Estados Unidos, relativamente, ao voto latino-americano, é desastre eleitoral.

Não só  denuncia sua fragilidade, como deixa em má situação seu secretário de Estado, Marco Rúbio, pretendente à Casa Branca, na eleição presidencial de 2028.

FRAGILIDADE DO GIGANTE

Vai se configurando, para Trump, situação esdrúxula: se não der golpe, será golpeado, sofrendo derrota nas urnas.

O ditador, com o seu destempero verbal, contido, apenas, quando se encontra com o presidente da China, Xi Jiping, pois os Estados Unidos não podem mais rivalizar-se com os chineses, vai cavando sua sepultura com os próprios pés.

Destaque-se, ainda, que, no plano econômico, as incógnitas são expressivas, dada a fragilidade do dólar, no cenário da guerra, com expansão inflacionária.

Mais inflação leva o BC a sustentar juros cada vez mais altos, impactando dívida pública, que fortalece, proporcionalmente, o sul global e os Brics, com o PIB já maior que o do G7.

Por essas e outras razões, o ditador, ao voltar atrás quanto ao que prometu, vociferando na ONU, apenas, deixa claro que ele vai cumprindo o papel do tigre de papel, evidenciando que os Estados Unidos não são mais aquela Brastemp.

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