Emiliano José
Fotos: Prensa Latina
Evidente: uma galera experiente como a de Uibaí, não iria se contentar com uma Bodeguita del Medio.
Ali nos acantonamos por várias horas, amparados por muitas cervejas, inúmeros mojitos, naquele Primeiro de Maio, data sagrada em Cuba.
E por boa comida.
Olhando para as paredes, cheias de frases de pura amizade.
Ou de muito amor.
Puro ou não.
Muita conversa.
Amizade.
Mas, logo a pergunta: e o La Floridita?
Quem chega a Havana, não dispensa La Floridita.
A rigor, a galera pensava em Hemingway.
Tudo aquilo era território do autor de “Por quem os sinos dobram”.
Hemingway teve uma intensa relação com Cuba.
Comprou uma casa na localidade de San Francisco de Paula, próxima a Havana, a 25 quilômetros de Havana.
Chamada Finca Vigía, onde ele reunia amigos, onde promovia festas, celebrava a vida.
Desfrutou de Finca Vigía e de Cuba por mais de 20 anos.
Era apaixonado pela cultura da Ilha, pela música, pela comida e pela literatura.
Cuba seguramente influenciou a obra dele.
Um de seus mais famosos livros, “O velho e o mar”, foi escrito
em Finca Vigía, e lhe rendeu o Nobel de literatura de 1954.
Era freguês habitual da Bodeguita del Medio.
E, também, do La Floridita, onde desfrutava sempre dos maravilhosos daiquiris servidos no bar.
Tinha um lugar reservado, só dele.
Dizem: às vezes, dormia por lá mesmo, incapaz de se deslocar.
Talvez, folclore apenas.
Ou de gente de língua solta.
Bares-restaurantes, La Bodeguita del Meio e La Floridita, próximos um do outro.
Hemingway podia comer na La Bodeguita del Medio, tomar um mojito.
E em seguida ir a pé para o La Floridita.
Tudo na Havana Velha, centro da capital cubana.






