Os índios, os ribeirinhos, os enfermos, os mortos na epidemia são teus “irmãos”? Teus ex-colegas de sala de aula me informam que até hoje não visitaste uma única aldeia invadida pelo garimpo ilegal e por madeireiros assassinos de indígenas, que envenenam rios e queimam a floresta. Não te solidarizaste com as famílias de amazonenses que morreram asfixiados sem oxigênio, nem com as comunidades ribeirinhas afogadas em inundações. Tua misericórdia não devia ser estendida a outros “irmãos”?
Com todo respeito, cá entre nós, foste um aluno medíocre, mas não precisavas exagerar tanto, ao exigir de uma supermodelo, defensora da floresta, que ela realize tarefa tua, que és pago para isso. Acusar Ongs de “picaretas”, sem citar uma única delas, é tentativa de desmoralizar aquelas organizações aliadas dos índios, que realizam um trabalho sério. Culpar índios e cabocos por delitos cometidos pelo garimpo é discurso fake do Brochável, que carece de endosso do Brochavelzinho.
Cara, te espelha no exemplo da tua colega Verenilde Pereira, que saiu do jornal em que trabalhava perseguida por ti, que estavas empoderado não por teu talento, mas por laços de parentesco. Demissionária, a dona de um dos melhores textos jornalísticos, fez concurso para a Suframa, tirou em primeiro lugar, assumiu com um salário igual a de seus professores da UFAM e logo pediu demissão “porque queriam que eu escrevesse mentiras”. Ela estava se lixando e andando para a grana, ao contrário de uns e outros.