Bogotá, (Prensa Latina) Políticos colombianos promoveram nesta quinta (10) nas redes sociais uma campanha de respaldo à atual fase de conversas entre o Governo e as insurgentes FARC-EP em que pedem a perservação destas conversas até conseguir com urgência um acordo.
A iniciativa impulsionada por congressistas como Alirio Uribe solicita a internautas de seu país, Argentina e Europa, publicar nesta quarta-feira mensagens no Twitter com a etiqueta #Defendemos a paz na Colômbia.
Segundo o legislador trata-se de um chamado para que ambas as partes permaneçam na mesa de acordo com sede em Cuba desde 2012, até que consigam um novo consenso a partir de propostas enviadas por diferentes setores desta nação andina.
Ontem o chefe dos negociadores governamentais nas conversas com o movimento guerrilheiro, Humberto de la Rúa, negou que alguma das delegações presentes em Havana tivesse abandonado os ciclos dos encontros, nos que debatem agora em torno de espinhosos assuntos.
Foi um dia duro, tiveram posições distantes, mas estamos encontrando caminhos de entendimento, ninguém se levantou da mesa, afirmou o também ex-vice presidente em um resumo sobre a jornada passada.
Segundo Da Rua, as análises estiveram centradas em questões como as sanções restritivas da liberdade e a duração da Jurisdição Especial para a Paz, a qual prevê a criação de tribunais para pesquisar, julgar e condenar os responsáveis pela conflagração.
A mensagem é -acrescentou- que atravessamos por tempos difíceis, mas seguimos confiantes de que conseguiremos um novo consenso, insistiu o advogado e máximo representante governamental nas conversações.
No passado dia 26 de setembro na cidade de Cartagena de Índias o presidente Juan Manuel Santos e o líder das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), Timoleón Jiménez, subscreveram o chamado Termo Final com o que se comprometeram a terminar um longo conflito.
Posteriormente a maioria dos participantes no plebiscito do 2 de outubro recusou esse documento, resultado que obrigou a abrir espaços de debates com simpatizantes do voto negativo e outras forças para enviar suas propostas a Havana, sugestões discutidas agora por ambas delegações com vistas a um possível acordo do texto rubricado.


