O texto, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Espanha, no calor da IV Cúpula em Defesa da Democracia e do Fórum Progressista em Barcelona, destaca três aspectos relativos à situação atual do povo cubano.
“Reiteramos a necessidade de respeitar sempre o Direito Internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da resolução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”, afirma o comunicado.
A este respeito, o Brasil, o México e a Espanha expressam “enorme preocupação com a grave crise humanitária que o povo cubano enfrenta e instam a que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar esta situação e a que sejam evitadas ações que agravem as condições de vida da população ou que sejam contrárias ao Direito Internacional”.
Estamos empenhados em intensificar nossa resposta coordenada com o objetivo de aliviar o sofrimento do povo cubano, afirmaram.
Durante o evento na capital catalã, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de “acabar com esse bloqueio contra Cuba e deixar os cubanos viverem suas vidas. Não podemos ficar em silêncio diante disso.”
Pouco antes, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum propôs uma declaração contra a intervenção militar em Cuba.
No documento assinado por esses dois países e pela Espanha, os respectivos governos reafirmaram seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse sentido, fizeram “um apelo por um diálogo sincero e respeitoso, em conformidade com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas”.
“O objetivo deles deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual e garantir que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”, concluíram.