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Postado em 15/12/2016 9:27

Brasil fica no 6º lugar de ranking de desinformação sobre o próprio país

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Fernando Moura/Riotur/Fotos Públicas
ENTREOUVIDO NA REDAÇÃO DE PÁTRIA LATINA
Uma grande parte dessa desinformação pode ser creditar a mídia através dos seus profissionais, a maioria ignorante sobre o seu próprio país e outros venais que usam dos meios de comunicação para outros objetivos, emburrando e midiotizando as pessoas, transformando-os em um bando de zumbis. Rede Globo, Veja, Estadão, Folha, Band, Record, Istoé, Época e os órgãos de comunicação por todo o Brasil que são pautados diariamente pelo que informa as publicações da mídia golpista.
Vejam o caso do Ricardo Boechat. De excelente jornalista com seus comentários diários isentos de cor partidária, agora virou porta-voz de grupos por demais conhecidos em todo Brasil, na defesa diuturna daqueles que não respeitam as leis, estuprando diariamente a constituição e Boechat assim como os bonners, garcias, mirians e wallaces da vida o faz constantemente. (Valter Xéu)
Pesquisa feita em 40 países pelo Instituto Ipsos Mori, comparando a percepção que as pessoas têm de seus países com a realidade, coloca o Brasil no sexto lugar do ranking, abaixo de Índia, China, Taiwan, África do Sul e EUA.
Já as populações mais conscientes de suas realidades foram Holanda, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, República Tcheca e Malásia. Nesse tipo de ranking, quanto mais afastada do primeiro lugar melhor é a percepção real do que as pessoas pensam e de como a realidade é.
A pesquisa abordou determinadas perguntas para avaliar o grau correto de informação, entre elas, por exemplo, qual o percentual de mulçumanos na população do país, quantos por cento se declaram felizes, quanto é investido em determinada setor, entre outras. No caso do Brasil, o melhor resultado foi verificado quanto ao tamanho da população.
A maioria das respostas apontou 200 milhões. O correto é 207,8 milhões. Já em outras avaliações, as respostas mostraram grande diferença com a realidade.
Em Educação, a maioria acredita 25% do Produto Interno Bruto (PIB) é investido na área, quando na verdade são apenas 8%. Em tempos de escândalos políticos, o pessimismo também anda em alta por aqui.
Quando indagados sobre qual percentual de brasileiros se sente feliz, a maioria das respostas girou em torno de 40%. Na verdade, pelos últimos levantamentos, esse percentual é de 92%.
Rafael Moura, pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) acredita que essa percepção distorcida do brasileiro sobre a própria realidade é fruto de vários fatores.  “Uma variável que contribui muito para isso é um problema estrutural dos meios de comunicação no Brasil.
Em função de termos meios extremamente oligopolizados, e muito voltados para interesses particularistas ao invés de trazer a informação para o leitor e pluralidade de opiniões, o cidadão médio brasileiro acaba tendo muita dificuldade para assimilar todas as coisas que estão acontecendo no país e ter um juízo com um pouco mais de isonomia.”
Moura diz que isso acaba repercutindo muitas vezes em uma cultura que o brasileiro tem — e já capturada nas pesquisas de ciência política — de sempre atribuir toda e qualquer crise econômica ao Executivo à figura do presidente.
“Temos um país com 200 milhões de pessoas, um PIB gerando em torno de R$ 4 trilhões, uma economia tão diversa e heterogênea que atribuir problemas na economia a uma única figura, a um único partido ou a um único fator é algo problemático e que acaba corroborando os dados desse instituto.
A falta de juízo do cidadão brasileiro acerca da realidade que ela está vivenciando acaba levando a juízos equivocados.” Na avaliação do pesquisador, as realidades nos países pesquisados variam muito. Segundo ele, a China tem a questão de um sistema político diverso, Índia e África (do Sul) são países com percentual elevado de analfabetos.
“Muitas vezes a percepção que chega aos brasileiros dos Estados Unidos também é equivocada. Os EUA também têm um sistema de comunicação extremamente oligopolizado que muitas vezes também não trazem a interpretação fidedigna da realidade, seja de lá, seja do mundo.”
Para Moura, o Brasil, tem um legado muito grande de exclusão, de falta de acesso aos meios de comunicação.  “O problema é que, mesmo tendo os cidadãos acesso a esses meios, eles não são plurais. Você não vê muita diversidade de opiniões antagônicas.
A mídia tem essa fachada de ser plural, de se preocupar com a variedade de opiniões, mas a gente sabe que em termos prático isso não é verdade.”

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