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Postado em 11/08/2016 9:41

Brasil Corre Riscos de Retrocessos no Trabalho e na Área Internacional

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Mário Augusto Jakobskind
No momento em que o governo golpista de Michel Temer mostra a cada dia a sua verdadeira face, ameaçando conquistas sociais e com retrocessos marcantes para os trabalhadores brasileiros, ao investir furiosamente contra a Consolidação das Lei do Trabalho (CLT), vale registrar ainda que na área internacional a investida segue o seu curso agora com o Ministro José Serra atendendo de forma subserviente recomendações do Secretário de Estado norte-americano John Kerry.
Os golpistas brasileiros se juntam a Argentina e Paraguai para impedir que a Venezuela ocupe a presidência pró tempore do MERCOSUL, conforme estabelece a legislação do bloco. Nesse sentido, a ministra de Relações Exteriores de Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou que a direita imperial tenta destruir e tomar de assalto o MERCOSUL. Ela conclamou os povos da região a defender o bloco ameaçado.
Rodriguez revelou ainda a existência de uma tríplice aliança entre os governos da Argentina, Paraguai e o interino golpista do Brasil, com o objetivo de acabar com a integração regional de integração que construíram os governos de progressistas do Sul nos últimos anos.
Golpistas defendem retrocessos
Na área do trabalho, os golpistas começam a defender retrocessos sem tamanho, inclusive o aumento do número de horas no trabalho e até mesmo a redução do número de dias das férias.
Os golpistas, portanto, são saudosos dos tempos do século XIX e das primeiras décadas do século XX, em que os trabalhadores eram vítimas de exploração sem tamanho.
Para quem ainda tem dúvidas sobre o que os meios de comunicação conservadores volta e meia ensaiam, vale o registro de recente informação divulgada pela Telesul sobre o Japão.
No referido país asiático, as mortes por excesso de trabalho são alarmantes e o governo tenta de todas as formas minimizar. Na verdade, as mortes se devem à vigência das políticas trabalhistas.
Segundo o Ministério do Trabalho, no ano passado foram registrados pelo menos 189 mortes no Japão devido à extrema fadiga de trabalho. Esses números garantem especialistas do setor podem ser bem maiores do que o anunciado oficialmente.
Em geral as empresas submetem os trabalhadores a excessivas horas de trabalho, com baixos salários e horas extras não remuneradas.
Alguém pode estar pensando que se trata de um problema apenas do Japão, mas todo cuidado é pouco neste momento em que no Brasil empresários, entre os quais Benjamin Steinbruch, defendem publicamente até a redução dos dias de férias e mesmo o intervalo das horas destinadas ao almoço.
Como parte dos políticos que pululam no Congresso segue recomendações do mundo empresarial, da mesma forma que Ministros integrantes do governo golpista de Michel Temer, quem pode garantir que não aconteçam retrocessos inimagináveis e da envergadura dos que ocorrem no Japão?
A única forma para demonstrar repúdio às tais declarações é a mobilização dos trabalhadores, que os golpistas procurarão de todas as formas evitar.

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