28.5 C
Brasília
sexta-feira, 14 agosto 2026

Banco BRICS para salvar Cuba das garras imperialistas

Foto PT

César Fonseca

São inumeráveis e fundamentais as contribuições revolucionárias que Fidel Castro e os revolucionários cubanos legaram à humanidade a partir da Revolução Cubana, desde sua eclosão em 1959, quando culminou com a derrubada do poder do ditador Fulgência Batista, financiado pelos Estados Unidos.

O mundo parou, desde então, para acompanhar a audácia daquele grupo de homens e mulheres, em armas, para derrubar a opressão imperialista e sua duração, que se estende há mais de 60 anos, em forma de sanções econômicas e políticas: verdadeira sabotagem, para tentar destruir o ideal socialista cubano, ainda de pé, mas, agora, sobre novos ataques, ainda, mais violentos.

O ditador fascista norte-americano, Donald Trump, e seu secretário de Estado, o cubano emigrado para os Estados Unidos, Marco Rúbio, redobram seus esforços, para tentar anular completamente a experiência revolucionária na Ilha.

A cruzada imperialista é feroz e bárbara, já que cuida, agora, de tentar matar de fome e sede a população, bem como impedir sua sobrevivência, cortando fornecimento de energia e petróleo, utilizando legislação imperial extraterritorial que pune todos que tentam manifestar solidariedade para com o povo cubano.

A despeito disso, Cuba resiste em meio a uma renovação de consciência em torno de uma mesma necessidade: preservação da Revolução e seu caráter socialista, a reclamar, mais intensamente, a ajudar internacional, já que Cuba é credora da humanidade pelos serviços que prestou aos povos, em suas lutas pela preservação da soberania e organização popular libertadora.

CAPITALISMO EM CRISE

SE TORNA MAIS BÁRBARO

É nesse contexto de radicalização imperialista, quando o capitalismo americano se mostra em declínio diante da sua maior adversária, a China, que a história clama os povos para a solidariedade para com Cuba; a responsabilidade chinesa, que bate em competitividade o império em todas as disputas, ganhar nova dimensão internacional, diante do desafio cubano, sob ataque imperialista.

O avanço qualitativo da revolução chinesa, em sua batalha para galgar transformação do capitalismo em socialismo à moda nacionalista, é a nova arma dos povos contra o imperialismo americano.

Nova etapa histórica, cuja repercussão mundial é inegável, por mobiliar os Estados Unidos para o que considera sua grande batalha: derrotar a China e impedir que ela se manifeste solidária para com aliados, como Cuba, que, nesse instante, necessita de apoio imediato.

A China, no cenário em que se comemora os 100 anos de nascimento de Fidel Castro, é o país mais preparado para levantar a bandeira de apoio à luta cubana, iniciada em 1959; sua abrangência e influência internacional é a âncora da organização para libertação do Sul Global, a cargo do BRICS, do qual é a integrante mais proeminente, dada sua força econômica, como nova hegemonia política internacional.

Somente o BRICS, no momento, é capaz de levantar, conjuntamente, a voz política, liderada pela China, para salvar Cuba de agressão que a pode destruir, se o império americano tentar – como já tentou outras vezes, sem o conseguir – alcançar o seu objetivo: acabar, pelas armas, bombas e destruição, a experiência revolucionária cubana.

Trata-se de ponto de honra para o imperialismo trumpista em decadência.

BRICS E A NEP CUBANA EM AÇÃO

A adaptação dramática cubana ao seu novo momento histórico, na linha do socialismo pragmático do governo Diaz Canel, que, certamente, Fidel Castro, se vivo, apoiaria, é o grande desaffio; trata-se de implementar uma nova  NEP em Cuba, como Lenin liderou na União Soviética, quando a Revolução Bolchevique enfrentava seus adversários capitalistas.

Para tanto, Cuba precisará do apoio decisivo do BRICS, sob liderança da China e da Rússia, ambas, atualmente, irmanadas em parceria histórica, para criar o ambiente de apoio internacional ao povo cubano, sob ataque terrorista do fascismo trumpista.

Nesse sentido, como diz Beto Almeida, da TV Comunitária-DF, nesta entrevista, no canal Faixa Livre, ao lado do jornalista José Reinaldo, da TV 247,  e do professor de História, Lincoln Pena, faz-se necessário que o BRICS organize ajuda econômica emergencial a Cuba, para que possa enfrentar seu principal gargalo imediato: a crise energética.

O Banco BRICS, hoje liderado pela ex-presidente brasileira, Dilma Rousseff, integrante das lutas revolucionárias, no Brasil, em resistência ao Golpe de 1964, também, financiado pelos Estados Unidos, na Era Kennedy, é o instrumento adequado e necessário para tal tarefa.

Socorro financeiro imediato a fundo perdido.

Dilma, com seu espírito revolucionário presente nos novos tempos, prestou, imediatamente, homenagem a Fidel Castro, pelo centenário do seu nascimento, nesta terça feira, 13 de agosto; deve cuidar, agora, pragmaticamente, de executar.com apoio de todos os membros do BRICS, de nova tarefa revolucionária, para a qual, certamente, está preparada: mobilizar, pelo Banco BRICS, como sugere Beto Almeida, os recursos para salvar Cuba do colapso iminente e estimular, consequentemente, a solidariedade internacional, nesse momento histórico fundamental.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS