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quarta-feira, 14 janeiro, 2026

Balada de uma elite inabalável – os depravados que “comem criancinhas”

Wellington Calasans

Não são os “comunistas” que “comem criancinhas” como dizem os analfabetos políticos. Longe de dizer que os comunistas são ilibados (até porque eles não existem mais e não podem se defender), digo isso para trazer para o debate as duas bolhas de incautos, as mesmas que alimentam a falsa disputa “Direita x Esquerda”.

Precisamos falar sobre a falência moral do Ocidente, pois os recentes escândalos publicados revelam uma perigosa normalização de vícios e desvios de caráter que corroem as estruturas de poder, perpetuando um sistema onde a elite se coloca acima da lei.

Obviamente que falo sobre o caso Jeffrey Epstein, envolvendo tráfico sexual, abuso de menores e a cumplicidade de figuras políticas e empresariais. Uma variedade bizarra de crimes que acaba por ilustrar como a corrupção é institucionalizada para proteger os poderosos.

A recusa do governo Trump em investigar a fundo as ramificações do esquema de Epstein, aliada à destruição silenciosa de agências de fiscalização, evidencia um padrão mafioso (ou seria satânico?) de impunidade.

Homens como Epstein, Clinton e Trump — acusados de comportamento predatório — não apenas escapam de punições, mas são integrados ao establishment, consolidando a ideia de que o sistema é manipulado para proteger uma elite fétida.

Essa cultura de exceção, onde o abuso de poder é tratado como um direito inerente à posição social, não apenas corrompe a ética pública, mas sinaliza que a depravação, quando praticada por figuras influentes, é tolerada ou até incentivada.

A normalização desses desvios éticos alimenta políticas danosas que sacrificam o bem-estar coletivo em nome da manutenção do poder. A estratégia de desmantelar órgãos de controle, como os escritórios de direitos civis no Departamento de Justiça dos EUA, ou minimizar condenações de agentes públicos (como no caso do policial Brett Hankison), reflete uma agenda que prioriza a lealdade à elite sobre a justiça.

Essas ações não apenas perpetuam a violência institucional — como o tráfico sexual, a brutalidade policial e a exploração de vulneráveis —, mas também minam a confiança naquilo que chamam “democracia”.

Quando o Estado protege predadores, silencia vítimas e criminaliza movimentos de resistência, ele legitima um ciclo vicioso onde a corrupção e a hipocrisia se tornam ferramentas de governança.

Assim, a moralidade ocidental, já fragilizada, é substituída por um pragmatismo cínico que trata a dignidade humana como moeda de troca para manter a hegemonia de uma minoria privilegiada, pervertida e corrupta.

NA IMPRENSA ALTERNATIVA

Com o ressurgimento do fantasma de Jeffrey Epstein no discurso público, somos mais uma vez lembrados de quão profunda é a podridão.

Política, religião, entretenimento, negócios, aplicação da lei, forças armadas — não importa a área ou afiliação: todos estão cheios do tipo de comportamento sórdido e depravado que ganha passe livre quando envolve os poderosos.

Durante anos, o caso Epstein permaneceu como um emblema grotesco da depravação dentro da elite poderosa dos Estados Unidos: bilionários, políticos e celebridades que supostamente traficavam sexo com meninas enquanto estavam isolados da responsabilidade.

Acredita-se que Epstein, que morreu na prisão após ser  preso sob acusações de molestar, estuprar e traficar sexualmente dezenas de meninas , operava uma rede de tráfico sexual não apenas para seu prazer pessoal, mas também  para o de seus amigos e colegas de trabalho .

De acordo com  o The Washington Post , “várias das jovens… dizem que foram  oferecidas aos ricos e famosos como parceiras sexuais  nas festas de Epstein”.

Apesar da insistência do governo de que não há mais nada para ver, aqui está o que o registro público já revela:

– Epstein transportava seus amigos em seu avião particular,  apelidado de “Lolita Express”  em homenagem ao romance de Nabokov, devido à  presença do que pareciam ser garotas menores de idade  a bordo.

– Tanto Bill Clinton quanto Donald Trump estavam entre  os amigos de Epstein .

– Tanto Clinton quanto Trump  foram passageiros do Lolita Express .

– Tanto Clinton quanto Trump são mulherengos renomados, acusados de assédio sexual por um número significativo de mulheres ao longo dos anos. Aliás, o Instituto Rutherford representou Paula Jones em seu histórico processo de assédio sexual contra o então presidente Clinton — um caso que ajudou a expor até onde o establishment político vai para proteger os seus.

Então você deve estar se perguntando… quando o presidente Trump, que usou a guerra de seu governo contra o tráfico de pessoas para justificar a expansão dos poderes policiais do governo, desmantela silenciosamente as agências governamentais encarregadas de investigar e expor o tráfico sexual… o que exatamente está acontecendo?

A mensagem vinda de cima é clara: não haverá responsabilização.

NOTA DESTE OBSERVADOR DISTANTE

Aqui na Europa, os viciados em cocaína e orgia sexual estão nos principais cargos. Eles se revezam e são promovidos de acordo com as performances nos seus rituais de luxúria e degradação.

No Brasil, a mania de copiar os neocolonizadores leva ao mesmo caminho. Se fossem obrigatórios os exames de controle de dopagem, ficaríamos livres da maioria esmagadora dos corruptos e depravados que ocupam os principais cargos das instituições públicas e privadas.

Como você pode ver, assim como não são os “comunistas” que vão “tomar as suas casas”, também não são os “comunistas” que “comem criancinhas”. O fantasma do comunista é o reflexo no espelho da imagem desses neoliberais depravados.

Para não estragar o seu dia, vamos recordar alguns versos da música “Brasil” do cantor Cazuza:

Não me convidaram

Pra esta festa pobre

Que os homens armaram

Pra me convencer

A pagar sem ver

Toda essa droga

Que já vem malhada

Antes de eu nascer

Não me ofereceram

Nem um cigarro

Fiquei na porta

Estacionando os carros

Não me elegeram

Chefe de nada

O meu cartão de crédito

É uma navalha

Brasil

Mostra tua cara

Quero ver quem paga

Pra gente ficar assim

Brasil

Qual é o teu negócio

O nome do teu sócio

Confia em mim

Não me convidaram

Pra esta festa pobre

Que os homens armaram

Pra me convencer

A pagar sem ver

Toda essa droga

Que já vem malhada

Antes de eu nascer

Não me sortearam

A garota do Fantástico

Não me subornaram

Será que é o meu fim

Ver TV a cores

Na taba de um índio

Programada

Prá só dizer sim, sim

Como diria Elis Regina…

“Alô, alô, marciano

Aqui quem fala é da Terra

Pra variar, estamos em guerra

Você não imagina a loucura

O ser humano tá na maior fissura, porque

Tá cada vez mais down the high society

Down, down, down the high society

Down, down, down the high society

Down, down, down the high society

Down, down, down

*Comente neste link*:

https://x.com/wcalasanssuecia/status/1948294803562643794

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