Bogotá, 23 nov (Prensa Latina) A ocupação hoteleira na Colômbia atinge hoje níveis que tinham deixado de se registrar no país faz 12 anos, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE).
A informação oferecida por essa instituição estatal precisa que em setembro a ocupação de habitações por viajantes estrangeiros foi de 60,4 por cento, contra 56,3 por cento de igual mês de 2015.
Neste período sobre o qual se reporta, que supera o maior nível de desde os anos 2004 e 2005, se registram crescimentos quanto a viagens de negócios, turismo e participantes em reuniões internacionais, nessa ordem.
O DANE assinalou que em setembro, a ocupação principal foi de hóspedes que vieram ao país por motivos negócios com 43,6 por cento, seguido pelo turismo com 42,8 e a convenções em 9,1 pontos percentuais.
Em comparação com o ano anterior, cresceram especialmente o número de turistas estrangeiros e de quem chegaram ao país para congressos, não tanto os dos empresários.
Também ocorreu uma variação favorável nesses próprios nove meses do ano -incluído setembro- quanto aos rendimentos hoteleiros reais, que foram de 4,5 por cento superior à etapa precedente, como sucedeu ao mesmo tempo na oferta de empregos, que cresceu em 1,4 por cento.
Para especialistas que seguem o comportamento da indústria da hospitalidade doméstica, estes dados positivos têm como profundidade a situação de aproximação à paz definitiva que vive esta nação andina, depois do acordo surgido dos diálogos entre o governo e a insurgente FARC-EP.
Tanto o presidente Juan Manuel Santos, como outros altos servidores públicos de sua administração, incluídos o vice-presidente, Germán Vargas Llera, e o ministro da Fazenda, Mauricio Cárdenas, manifestaram que com a paz na Colômbia a indústria sem chaminés será o setor da economia mais beneficiado.
Tão logo termine o confronto bélico no país, desaparecerão essas advertências que andam pelo mundo de ter cuidado em fazer viagens à Colômbia e começaremos a receber mais turistas, afirmou Cárdenas.



