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terça-feira, 21 abril 2026

Antifascistas bolivianos denunciam fraude eleitoral no Equador

La Paz (Prensa Latina) O Capítulo Internacional Antifascista-Bolívia afirmou nesta terça (15) que hoje “o Equador enfrenta uma nova investida fascista”, referindo-se às eleições nas quais o presidente Daniel Noboa foi declarado vencedor.

“Hoje, este ataque está sendo desencadeado com força contra o povo equatoriano, por meio de um processo eleitoral falho e fraudulento, como foi amplamente denunciado”, afirma um comunicado divulgado à Prensa Latina.

Descreve como, neste processo, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) violou normas fundamentais ao autorizar o então presidente Daniel Noboa como candidato, apesar de ele não ter renunciado ao cargo dentro do prazo legal estipulado.

Ele acrescenta que ainda mais grave foi a declaração de estado de emergência pelo presidente, que facilitou a militarização excessiva, especialmente nas regiões onde sua oponente, Luisa González, obteve maioria significativa no primeiro turno, com ênfase nas cidades mais populosas.

Segundo o documento, “durante as eleições, o estado de emergência foi usado como mecanismo de controle total das ruas, permitindo que a direita e o próprio Noboa intimidassem os eleitores, pressionassem as autoridades eleitorais e semeassem o medo, em clara violação das garantias democráticas básicas”.

De acordo com o texto, as instituições do Equador são projetadas para fora, com uma fachada democrática para a comunidade internacional.

Em contrapartida, acrescenta, internamente, “o controle é exercido por forças militares, policiais, paramilitares e mercenárias, em conluio com o narcoterrorismo (…), que é gerido pelo Estado por meios legais e ilegais.

Ele afirma que, como se não bastasse, em 5 de abril, Noboa ordenou uma operação militar conjunta em Guayaquil, da qual participaram as Forças Armadas com mercenários privados liderados por Erik Prince, fundador da empresa americana Blackwater.

Ele enfatiza que essa corporação paramilitar americana é famosa por seus crimes de guerra no Iraque e seu histórico de fracassos, fraudes e operações secretas.

“A presença de mercenários no processo eleitoral equatoriano confirma que esta não é mais uma democracia formal, mas sim uma máquina repressiva e privatizada a serviço do capital e da geopolítica imperial”, enfatizam os ativistas bolivianos.

“Da Internacional Antifascista–Capítulo Bolívia, expressamos nosso mais forte apoio às lutas do povo equatoriano e suas organizações populares, progressistas e verdadeiramente democráticas”, confirma a declaração.

“Isso ocorre em meio a um aumento alarmante no número de desaparecidos e assassinados, sob um regime que legitima a violência em nome da ordem e ameaça institucionalizar o fascismo como modelo de governança”, conclui o comunicado.

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