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Postado em 27/11/2015 7:13

Antes da COP21, danos ambientais na Venezuela são denunciados

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Adital

Anca24

Em Paris, na França, será realizada a COP21, de 30 de novembro a 11 de dezembro. Por esse motivo, a Associação Diálogo pela Venezuela-França, a Fundação Azul Ambientalistas e seus pesquisadores associados, preocupados com a Amazônia e a biodiversidade, fizeram, recentemente, uma coletiva de imprensa lançando um alerta sobre o que está ocorrendo na Venezuela. Dirigiram-se a Laurent Fabius, chanceler da nação francesa, presidente da COP21, e a Ségolène Royal, ministra da Ecologia, do Desenvolvimento Sustentável e da Energia da França, e explicaram a situação na Venezuela. Em particular, os seus 250.000 km² de floresta tropical em perigo.

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Via skype, diante da imprensa internacional, o presidente da Fundação Azul Ambientalistas, Lenin Cardozo, e o diretor geral, Gustavo Carrasquel, que é também consultor GEO6-PNUMA, expuseram e denunciaram as problemáticas ambientais e ecológicas da Venezuela e do território de Esequibo, e sua vulnerabilidade frente à mudança climática.

Uma das razões do aquecimento global, afirmam os ambientalistas, provém do desmatamento da bacia Amazônica, e um dos seus efeitos é a seca. Na Venezuela, muitos reservatórios estão com níveis hídricos muito baixos e, em numerosas cidades, o racionamento de água é prática cotidiana.

Com uma das principais reservas de petróleo bruto pesado do mundo, o país está se abrindo às multinacionais petroquímicas, florestais e mineradoras. Suas atividades se intensificam até às zonas protegidas, perturbando a cadeia ambiental, o ciclo dos ventos e furacões, provocando trombas marinhas sobre o Lago Maracaibo, ameaçando a saúde pública e as culturas ancestrais das populações, na Guajira colombo-venezuelana e na biorregião do Lago de Maracaibo.

venezuelaaldiaOs massacres perpetrados contra os Yanomamis, as manifestações dos Ameríndios Pemones, em 2015, contra as companhias no Parque nacional Canaima, a ruptura do oleoduto na região do rio Guarapiche, em março de 2012, e a contaminação petroleira em Maracaibo, também foram denunciadas, e manifestam os sintomas de um perigo real.

Alexandra Poleo, Diálogo pela Venezuela França – Gustavo Carrasquel, para a ANCA24.

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