Karl Sanchez [*]
O termo sionistas tem aparecido muitas vezes, mas nenhuma definição real ainda foi fornecida. Uma pequena percentagem no ocidente está ciente de sua história genuína e dos seus objetivos, mas aqueles que os conhecem são ofuscados por um grupo muito maior conhecido como sionistas cristãos, que foram alimentados com uma enorme quantidade de absurdos pelos criadores dessa seita. No blog de Martyanov, um de seus destacados comentaristas, Johnny Rotten, forneceu as seguintes informações críticas:
Cyrus Ingerson Scofield, o autor da Bíblia Scofield, era um advogado bêbado e condenado, um charlatão que se queria ser chamado por “DD” (Doutor da Divindade 🤡). Como é que alguém assim ganhou apoio para a divulgação massiva da “sua” Bíblia? O sionismo patrocinou…
Em #scofieldbible diz-se: “Cristo governará com Israel durante um reinado terreno de 1 000 anos”. Sim, esta é a insensatez em que os cristãos evangélicos americanos acreditam [NR]. Foi assim que todos os presidentes foram criados (exceto Kennedy). Tudo baseado em mentiras espalhadas há pouco mais de 100 anos… donde vem a mentira?
“No início do século XX, surgiu uma “nova Bíblia americana”. Era o produto de uma escola de pensamento teológico conhecida como “Dispensationalism”, em que a escritura, A Bíblia de Scofield, se tornaria o texto central do Evangelismo Branco Americano” – Donald Harman Akenson
Em 1901, o poderoso sionista Samuel Untermyer – um dos fundadores do Reserva Federal dos EUA – financiou Cyrus Ingerson Scofield para escrever a “sua” bíblia. Untermyer sabia da doutrina conhecida como “dispensacionalismo”, e sabia que poderia usá-la para beneficiar “a causa”. A “bíblia” de Scofield foi impressa pela primeira vez em 1909, apenas quatro anos após o primeiro Congresso Sionista.
Em 1917, a Declaração Balfour foi escrita para os Rothschilds pelo governo britânico.
Em 1917, MILHÕES de cópias da “bíblia” de Scofield foram impressas pela Oxford University Press.
A “bíblia” de Scofield é considerada pelos católicos romanos como uma abominação e blasfémia, a “bíblia” de Scofield deu origem ao que muitos conhecem como sionismo cristão, típico dos cristãos brancos americanos.
O que é o sionismo cristão? O sionismo cristão é a obsessão dos evangelistas americanos com:
– O fim dos tempos;
– O arrebatamento;
– A Grande Tribulação;
– O Estado de Israel.
São todos conceitos que NÃO existem na Bíblia original, são apenas “interpretações” criadas por Scofield.
Na Bíblia original, não há nenhum “novo” templo a ser construído, nenhum sacrifício a ser oferecido, nenhum pedaço de imóvel no Médio Oriente a ser restaurado. Mas a “bíblia” de Scofield está repleta de “comentários amigáveis aos sionistas”, entre versículos e capítulos a cada página.
Quer saber o tipo de absurdo adicionado como notas de rodapé por Scofield e Oxford University Press?:
“O homem ou nação que levanta uma voz ou mão contra Israel convida à ira de Deus”. “Uma nação que cometa o pecado do antissemitismo traz um julgamento inevitável”.
Isto não é uma teoria da conspiração, são fatos verificáveis, há vários livros de verdadeiros especialistas detalhando essa fraude:
“O incrível Scofield e seu livro”, Joseph M. Canfield;
“Teoria da guerra injusta: Sionismo cristão e o caminho para Jerusalém”, prof. David W. Lutz.

“Untermeyer usou Scofield, um advogado sem formação formal em teologia, para injetar ideias sionistas no protestantismo americano. Untermeyer e outros sionistas ricos e influentes promoveram e financiaram a carreira de Scofield, incluindo viagens pela Europa.” – prof. David W. Lutz
Se a Bíblia de Scofield nunca tivesse sido publicada, presidentes americanos influenciados pelo sionismo cristão, como Truman, Johnson, Reagan, Clinton e Bush, poderiam ter sido menos simpáticos para com as ações genocidas israelenses.
Mais um fato curioso. Kennedy foi o único presidente católico dos EUA. Kennedy não tinha crescido com o sionismo cristão. Foi o único presidente que tentou impor limites a Israel. Uma das teorias mais difundidas é a de que Kennedy foi assassinado pela Mossad.
Isto não é uma “teoria”, é uma conspiração pura e simples para fazer lavagem cerebral aos americanos. Não vou entrar em detalhes teológicos, leia o Talmud, a Bíblia e o Alcorão, você mesmo, e quando o fizer, verá que o cristianismo tem mais a ver com o Islão do que com o Judaísmo.
Provavelmente não tem tempo para ler tanto, vou encurtar, com o tipo de conteúdo vistos na TV em Israel: Zombando da crucificação de Jesus Cristo na TV israelense (Goyim significa “não-judeu”). Um talk show israelita faz comédia com Jesus e Maria. “Jesus era tão gordo que tinha vergonha de sair”.
E são eles que reclamam que não respeitamos a sua religião? Algumas fontes com mais e melhores informações sobre esta INFÂMIA:
https://jamesperloff.com/tag/scofield-reference-bible/
https://stephensizer.com/2021/06/cyrus-ingerson-scofield-charlatan-and-heretic/
Obviamente estes temas são constantemente censurados nos media e nas redes sociais.
Sou daqueles que ignorava a maioria dos itens acima. Descobri que O incrível Scofield e seu livro está disponível no Internet Archive. Eis a conclusão de um breve resumo online relacionado com o livro e os seus tópicos:
“São as pessoas do Oriente Médio as mais afetadas por um Israel expansionista, encorajado pela lealdade inabalável dos sionistas cristãos levados a acreditar que as palavras de Scofield são a vontade de Deus. Não menos importante, entre as muitas vítimas da Bíblia Scofield, estão 5 milhões de refugiados palestinos cujo direito de retorno é fervorosamente combatido pelos cristãos sionistas dos Estados Unidos. Graças à sua doutrinação pelo livro profano de Scofield, eles acreditam que a Palestina não pertence aos palestinos – muitos dos quais são cristãos – mas exclusivamente ao “povo escolhido de Deus”.



