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terça-feira, 2 junho 2026

A Revolução Cubana, um exemplo de internacionalismo e solidariedade

Caracas (Prensa Latina) O internacionalismo, segundo Lenin, é a expressão mais pura e bela do homem, simbolizando os ideais de solidariedade e unidade entre os povos.

Por Yhonny García Calles*

Colaborador da Latin Press

Para a Revolução Cubana, esta é sua gênese, não apenas uma política, mas uma prática vital, um princípio fundador, um dever moral e uma expressão concreta de justiça social.

O líder histórico desse projeto emancipatório, Fidel Castro, disse que “…ser internacionalistas é pagar a nossa própria dívida com a humanidade. Quem não é capaz de lutar pelos outros jamais será suficientemente capaz de lutar por si mesmo.”

Fidel, herdeiro dos ideais do Apóstolo José Martí e do legado anti-imperialista de nossos Libertadores, cristalizou a solidariedade como espinha dorsal do processo revolucionário.

A Revolução Cubana demonstrou que uma verdadeira revolução não se limita às fronteiras de um país, mas se estende a todos os povos que lutam por sua independência e soberania.

A SOLIDARIEDADE COMO ATO REVOLUCIONÁRIO

O comandante-em-chefe cubano ensinou aos povos do mundo que o internacionalismo não é um gesto de misericórdia, mas um ato de justiça.

“Compartilhar o que temos, não o que nos sobra” foi seu lema, que definiu o caráter solidário da Revolução Cubana desde o seu início, mesmo nos momentos mais difíceis do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à ilha pelos Estados Unidos.

Para o líder revolucionário mundial, a solidariedade é um dever concreto e histórico da Revolução Cubana, e nas “relações internacionais praticamos nossa solidariedade com ações, não com belas palavras”, expressou.

Com essa convicção, a Revolução Cubana pôde dar sua contribuição heróica aos movimentos de libertação na América Latina e no Caribe, bem como na África.

Ele enviou médicos para esses lugares, para as áreas mais pobres do mundo. Vale destacar que as universidades cubanas capacitaram, gratuitamente, cerca de 40 mil profissionais de saúde de 138 países, incluindo jovens americanos, demonstrando que a solidariedade cubana não discrimina com base em raça, religião ou ideologia e está disponível para qualquer pessoa necessitada.

PÁTRIA É HUMANIDADE: O LEGADO DE MARTÍ E FIDEL

José Martí, o mais universal dos cubanos, foi o autor intelectual e inspirador do processo de transformação social na maior das Antilhas e, com sua visão integradora de alcance universal, declarou que “Pátria é humanidade”.

Esse princípio foi traduzido em ação pelo líder supremo da Revolução Cubana, que reforçou a orientação de ter consciência de que só podemos nos salvar se a humanidade se salvar.

Cuba e seu povo não apenas resistem à constante agressão do imperialismo norte-americano, mas também se tornaram uma trincheira de luta para os povos oprimidos, oferecendo seu apoio decisivo para preservar a independência de Angola, soando assim os sinos do apartheid e abrindo caminho para a independência das nações africanas.

O envio de suas missões médicas, culturais, educacionais e esportivas, entre outras, para vários países da América Latina, África, Ásia e até mesmo nações desenvolvidas da Europa, confirma que a verdadeira grandeza de um Estado não está em seu poder econômico, mas em sua capacidade de servir aos outros.

UM EXEMPLO EM UM MUNDO EGOÍSTA

O sistema global de exploração, imposto pelas corporações transnacionais e sua plutocracia, é baseado na indiferença ao sofrimento do povo.

Ao mesmo tempo em que exporta guerra, pilhagem e desigualdade, e agrava as crises de saúde e a fome, a Revolução Cubana continua a honrar o legado de Fidel: “Mais médicos e menos bombas”.

Seus “Anjos de Jaleco Branco”, verdadeiros heróis da solidariedade, não apenas curam doenças, mas, com abnegação e generosidade, curam as almas dos mais humildes da Terra.

Apesar da campanha desonesta e odiosa desencadeada pelo governo dos Estados Unidos para desacreditar a cooperação médica cubana, os povos do mundo podem contar com a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo da equipe médica cubana.

Como reafirmou o líder histórico da Revolução Cubana: “O pessoal médico que marcha até qualquer lugar para salvar vidas, mesmo correndo o risco de perder a sua, é o maior exemplo de solidariedade que o ser humano pode oferecer.”

Essa é a essência da Revolução Cubana, um projeto que não se contentou em libertar seu povo, mas abraçou a luta pela libertação dos povos que clamam por justiça.

Portanto, enquanto houver injustiça no mundo, o internacionalismo cubano semeado por Fidel Castro continuará sendo uma semente de rebelião e esperança.

CUBA SEMPRE AO LADO DAS CAUSAS JUSTAS

Desde aquele janeiro luminoso da vitória revolucionária de 1959, Cuba mantém, há seis décadas, uma posição inabalável ao lado dos povos que lutam por sua independência, soberania e dignidade.

Precedida pelos princípios do internacionalismo proletário e pelo legado de Martí, a “ilha rebelde” transformou a solidariedade em ações concretas e defende o fim do genocídio sionista perpetrado contra o povo palestino.

Eleva sua voz contra a guerra econômica imposta pelo governo dos Estados Unidos ao povo de Simón Bolívar e Hugo Chávez, em sua resistência ativa às 1.237 medidas coercitivas unilaterais, enquadrada na política de máxima pressão contra governos que não respondam aos seus desígnios.

Além disso, Cuba mantém seu princípio inabalável na defesa da causa do povo saarauí e de muitos outros, enfatizando o direito dos povos à autodeterminação em todos os fóruns internacionais e oferecendo cooperação altruísta.

Tudo isso demonstra que Cuba sempre defenderá a paz e a justiça, que seu lugar é e sempre será ao lado das causas justas da humanidade, não por cálculo político, mas por convicção revolucionária.

O EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE DA REVOLUÇÃO CUBANA

A Revolução Cubana continua escrevendo as páginas mais luminosas de solidariedade da história moderna, demonstrando como até mesmo uma pequena ilha caribenha, bloqueada e sitiada, se tornou um gigante da dignidade humana, porque com facão e fuzil na mão, soube conquistar sua liberdade.

O exemplo deles transcende fronteiras com mais de 600.000 missões médicas em 165 países, e o gesto heróico de enviar médicos às áreas mais perigosas durante pandemias e desastres naturais, antes mesmo dos países ricos, é uma demonstração inequívoca de seu altruísmo e solidariedade.

Mas o mais extraordinário não são os números, mas o princípio norteador de sua política externa: o internacionalismo concreto, herdado de Martí e forjado por Fidel, que fez da solidariedade um ato extraordinário e cotidiano.

Com isso, ele demonstrou que as pessoas apoiam umas às outras não por interesse próprio, mas por princípios, e que a medicina substitui as balas. Como Che Guevara nos ensinou.

“Deixe-me dizer, correndo o risco de parecer ridículo, que um verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível imaginar um revolucionário autêntico sem essa qualidade”, disse o Guerrilheiro Heroico.

É por isso que dizemos que quando a história julgar nosso tempo, o exemplo da Revolução Cubana brilhará como um farol ético para a humanidade.

*Coordenador Geral do Movimento Nacional de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba

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