Por Armando Reyes Calderín
Essa cifra deveria ser fornecida pelo governo norte-americano, porém, Trump ordenou eliminá-la como parte das pressões para obrigar a negociações com Israel dentro de um plano chamado Acordo do Século.
Os palestinos repudiam essa atitude do magnata republicano, porque tenta excluir o justo direito desse povo a possuir um Estado autônomo com Jerusalém como capital.
Mas a alegria, energia e desenvoltura das crianças e adolescentes palestinos em Haifa, de alguma maneira ajuda a esquecer as manobras de Washington, enquanto dispõem-se a continuar as aulas que os diretores da Urnwa asseguram que se manterão seja como for.
Duas meninas palestinas e irmãs, Rawan, de 10 anos de idade, e Rana, de 14, de fato baixas de peso e tamanho, coincidem em não querer o fechamento de sua escola, pois perderiam tudo.
‘Gostamos de todas as matérias; espero que os Estados Unidos mudem sua atitude’, afirmou Rana à Prensa Latina.
A agência da ONU espera mais contribuições financeiras para cumprir esse desejo das duas menores e convocou a comunidade internacional a cobrir o deficit causado pela medida de Washington.
Quase por unanimidade, a opinião pública internacional condena a decisão de Trump e pelo menos um aumento de contribuições permitiu o início do curso escolar, ainda que só alcance até o fim do ano.
O representante da Urnwa no Líbano, Claudio Cordone, opina que investir em educação assegura um futuro estável às pessoas e ao país anfitrião dos refugiados, por ser chave na prevenção da violência. Deter os serviços da agência da ONU no Líbano, acrescentou, exacerbará tensões nos acampamentos de refugiados e influirá em um impacto muito negativo para o Oriente Médio.
Igual avaliação expressou Wajika Asmad, professora em Haifa, ao considerar que, sem escolas, os alunos irão para as ruas e se perderão para sempre.
Anteriormente, o governo libanês declarou que ajudar os refugiados palestinos constitui um dever e uma obrigação com um território que a comunidade internacional escolheu para criar um lar para os judeus e agora não podem dar as costas aos que o regime de Tel Aviv expulsou e agora massacra.
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