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quarta-feira, 10 dezembro, 2025

Forças revolucionárias e opositoras em campanha para governos estaduais

Foto: Adalberto Fernández, AVN

Caracas, 25 Sep. AVN.- Neste sábado começou a campanha eleitoral em todo o país para as eleições regionais que serão realizadas no próximo dia 15 de outubro para eleger governadores de 23 estados.

Os candidatos revolucionários fizeram atos de massa em casa região onde a militância chavista demonstrou unidade em sua vocação democrática e compromisso com o futuro da pátria.

Em Anzoátegui, por exemplo, o candidato Aristóbulo Istúriz destacou a necessidade de reforçar a máquina eleitoral para garantir a vitória e consolidar a paz, ante as ameaças imperialistas sobre a Venezuela.

“Vamos conseguir a conquista da paz que é necessária, estabilizá-la eternizá-la, com as eleições de governadores. Do resultado desta eleições será definida a paz estável ou não, por isso é fundamental que a revolução conquiste todos os governos, será o enterro definitivo da direita fascista”, afirmou.

O candidato revolucionário ao governo de Carabobo, Rafael Lacava, pediu ao povo chavista se organizar e mobilizar-se para fortalecer o sistema social alcançado em Revolução.

Já a candidata ao governo de Lara, Carmen Meléndez, afirmou que as propostas do poder popular serão a linha principal do plano de governo para o estado.

“Temos um compromisso com todo o povo do estado de Lara e escutei, me comprometi com cada lugar para que todos estes pedidos, todas estas propostas se transformem nesse plano de governo”, disse.

O candidato à reeleição em Trujillo, Henry Rangel Silva, ressaltou que o compromisso da juventude com a Revolução Bolivariana tem sido uma das ferramentas principais para desenvolver uma gestão que permita  atender às necessidades das famílias andinas.

Oposição pela via eleitoral

A oposição também iniciou a campanha eleitoral, apesar das disputas internas para definir os 23 candidatos, depois que as cúpulas partidárias que integram a autodenominada Mesa da Unidade (MUD) deixassem a violência nas ruas e seus chamados institucionais para tomar o poder político pela força e decidiram atuar dentro da ordem democrática e participar das eleições do dia 15 de outubro.

Os 23 candidatos que representam a MUD começaram a campanha para captar o voto de eleitores, que mostram descontentamento e pouca credibilidade em seus dirigientes, por não cumprir suas promessas.

Após conflitos internos e reduzir o grupo de 63 para 23 em controvertidas primárias, os candidatos da oposição fazem campanha através da rádio, televisão e imprensa escrita de circulação nacional e local, assim como comícios nas ruas.

Em sua conta no Twitter, a MUD informou que a candidata María Gabriela Martínez realizou um caminhada pela cidade de Guanare no estado de Portuguesa.

Juan Pablo Guanipa participou de um encontro com a juventude zuliana; José Manuel Olivares iniciou sua campanha com um ato em La Guaira, estado de Vargas, e Laidy Gómez em Táchira.

Carlos Andrés González fez visitas de casa em casa e se reuniu com dirigentes políticos no município de Rafael Rangel no estado de Trujillo.

Henry Falcón, candidato à reeleição em Lara, fez uma assembleia em Quíbor e uma caminhada em El Tocuyo; Ramón Guevara participou de ato em El Vigía, estado de Mérida; enquanto a campanha de Alfredo Javier Díaz em Nueva Esparta, começou com uma caminhada de sete quilômetros no município de Mariño.

Em Miranda, Carlos Ocariz percorreu Petare, Chacao e Guarenas; e em Carabobo, Alejandro Feo La Cruz, começou as atividades com comício em Naguanagua.

O chamado “Comando de Campanha da Unidade Democrática”, que reúne 23 candidatos da MUD é coordenado por Gerardo Blyde, prefeito do município de Baruta, com representantes dos partidos de direita que formam a coligação opositora.

Rumo ao 15 de outubro

A campanha eleitoral termina na quinta-feira, 12 de outubro, conforme estabelece o cronograma do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Para essas eleições, estão aptos a votar 18.094.065 eleitores, de acordo com o Corte de Registro Eleitoral (RE), correspondente a 15 de julho deste ano. Inclui 17.898.004 venezuelanos residentes nos estados e  196.061 estrangeiros residentes no país e inscritos no Registro Eleitoral.

Não estão incluídos os eleitores do Distrito Capital, porque este estado conta com um regime especial de governo, nem os eleitores residenciados no exterior, já que não se trata de uma eleição nacional.

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