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segunda-feira, 27 abril 2026

CEPAL revisa para baixo sua previsão de crescimento do PIB para a América Latina e o Caribe

Santiago, Chile (Prensa Latina) – A CEPAL revisou nessa segunda (27) para baixo a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) regional para este ano, prevendo um crescimento de 2,2%, em comparação com os 2,3% estimados em dezembro.

Um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, no Chile, alerta que o resultado se deve a um ambiente externo mais complexo do que o previsto para o final de 2025.

Este cenário é caracterizado pelo aumento das tensões geopolíticas, condições financeiras restritivas e o ressurgimento das pressões inflacionárias em todo o mundo.

Segundo a agência da ONU, a redução do dinamismo é observada em todos os setores e, caso se concretize, a região completará quatro anos consecutivos com taxas próximas a 2,3%, o que demonstra um padrão de baixa capacidade de crescimento.

Por região, a América do Sul deverá registrar um crescimento de 2,4% em 2026, abaixo dos 2,9% em 2025. Isso reflete uma desaceleração na maioria das economias da sub-região.

Na América Central, o PIB seria de 2,2 em 2026, comparado a 2,3 no ano passado.

Entretanto, no Caribe de língua inglesa ou holandesa, o crescimento previsto para 2026 é de 5,6%, ligeiramente superior aos 5,5% de 2025.

Esse resultado é influenciado pelo alto desempenho esperado na Guiana, mas se esse país fosse excluído, a média regional esperada seria de 1,2, em comparação com 2,0 em 2025, observa a CEPAL.

Em resumo, a Comissão Econômica estima que o PIB irá desacelerar em 24 dos 33 países da região em 2026, enquanto apenas sete apresentarão maior dinamismo.

A organização observa que, durante os primeiros quatro meses deste ano, o aumento das tensões geopolíticas e do conflito armado no Oriente Médio elevou a incerteza global e a volatilidade nos mercados financeiros e de commodities.

Em particular, o preço do petróleo nas três primeiras semanas de abril foi 74% superior ao valor médio de dezembro de 2025, gerando pressões inflacionárias globais e aumentando os custos de produção e transporte.

A isso se soma o aumento dos custos dos alimentos em nível global e a desaceleração do crescimento em alguns dos principais parceiros da região, como a Zona do Euro, a China e a Índia, além do menor dinamismo no comércio internacional.

Diante desse cenário global incerto, a CEPAL considera que ampliar a mobilização de recursos internos e externos e fortalecer a governança são fatores fundamentais para promover políticas que impulsionem o investimento, aumentem a produtividade e fortaleçam a resiliência macroeconômica.

lam/carro

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