“As Nações Unidas perderam força. Hoje, com os conflitos existentes, pergunta-se: ‘Onde está a Organização das Nações Unidas?’ Portanto, essa instituição precisa ser fortalecida”, disse ele, concordando com um comentário recente sobre o assunto feito por seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante sua habitual coletiva de imprensa, a chefe do Executivo lembrou que a ONU foi criada após a Segunda Guerra Mundial com igualdade entre os Estados.
“É por isso que se chama multilateral, porque independentemente da força ou da falta dela, do poder econômico ou militar de um Estado ou de outro, nas Nações Unidas todos são iguais, com exceção do Conselho de Segurança, onde certos países têm poder de veto”, observou ele.
Na opinião dele, é necessário haver “um espaço internacional onde governos ou povos possam ir para resolver qualquer conflito”.
“Agora surge a decisão sobre quem liderará as Nações Unidas e, nesse sentido, é preciso repensar tudo”, disse a dignitária, que já manifestou seu apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet.
Sheinbaum também argumentou que os gastos da ONU deveriam ser reduzidos e citou um comentário de um de seus homólogos na recente cúpula em Barcelona, na Espanha, que relatou como a organização havia solicitado passagens aéreas de primeira classe para um país que participaria de uma reunião lá. “As Nações Unidas são financiadas por recursos de todos os Estados-membros. Portanto, não é correto que a burocracia da ONU viaje em primeira classe. Também é preciso haver uma visão de austeridade e uma compreensão clara de como esses recursos estão sendo utilizados”, destacou.
Ele também mencionou a importância de a ONU cumprir sua principal função: construir a paz e a cooperação para o desenvolvimento.