“É sempre uma grande honra estar com meus colegas latino-americanos”, disse o presidente em suas redes sociais, anunciando que se reuniu com seus homólogos do Uruguai, Yamandú Orsi; do México, Claudia Sheinbaum; e da Colômbia, Gustavo Petro.
“Continuamos a discutir o futuro da democracia e a fortalecer os laços entre os países que acreditam no desenvolvimento com justiça social e cooperação”, acrescentou Lula, que encerrou sua publicação com a mensagem “Viva a América Latina!”.
Junto com o texto, o presidente brasileiro publicou fotos e um vídeo do encontro com os presidentes da região.
Os quatro discursaram neste sábado na cúpula organizada pelo Governo de Pedro Sánchez com a participação de líderes progressistas, com o objetivo de fortalecer as instituições democráticas e construir alternativas ao avanço de projetos autoritários e extremistas.
Durante seu discurso nesse evento, Lula alertou que o planeta está atravessando um momento perigoso, marcado pela falta de respeito às normas internacionais.
“Esse extremismo, essa falta de respeito pela Carta da ONU e pela harmonia entre as nações, é muito perigoso no mundo em que vivemos”, disse ele, referindo-se ao aumento dos conflitos armados.
Ele criticou o papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança, a quem acusou de agirem como “senhores da guerra” em vez de garantes da paz, e denunciou que as decisões militares são tomadas sem consultar a ONU, o que enfraquece sua legitimidade.
O chefe de Estado brasileiro enfatizou que nenhuma nação tem o direito de impor regras a outras e defendeu uma reforma do sistema internacional que amplie a representação de regiões atualmente excluídas de decisões importantes.
Lula também condenou o bloqueio contra Cuba – intensificado por Trump com um embargo energético – e disse estar muito preocupado com a situação na ilha.
“Parem com esse maldito bloqueio contra Cuba e deixem os cubanos viverem suas vidas. Não podemos ficar em silêncio”, disse ele.