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sábado, 18 abril 2026

Lula destaca encontro na Espanha com outros líderes latino-americanos

Barcelona (Prensa Latina) O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva destacou neste sabado (18) seu encontro com outros líderes latino-americanos nesta cidade espanhola, onde participaram da IV Cúpula em Defesa da Democracia.

“É sempre uma grande honra estar com meus colegas latino-americanos”, disse o presidente em suas redes sociais, anunciando que se reuniu com seus homólogos do Uruguai, Yamandú Orsi; do México, Claudia Sheinbaum; e da Colômbia, Gustavo Petro.

“Continuamos a discutir o futuro da democracia e a fortalecer os laços entre os países que acreditam no desenvolvimento com justiça social e cooperação”, acrescentou Lula, que encerrou sua publicação com a mensagem “Viva a América Latina!”.

Junto com o texto, o presidente brasileiro publicou fotos e um vídeo do encontro com os presidentes da região.

Os quatro discursaram neste sábado na cúpula organizada pelo Governo de Pedro Sánchez com a participação de líderes progressistas, com o objetivo de fortalecer as instituições democráticas e construir alternativas ao avanço de projetos autoritários e extremistas.

Durante seu discurso nesse evento, Lula alertou que o planeta está atravessando um momento perigoso, marcado pela falta de respeito às normas internacionais.

“Esse extremismo, essa falta de respeito pela Carta da ONU e pela harmonia entre as nações, é muito perigoso no mundo em que vivemos”, disse ele, referindo-se ao aumento dos conflitos armados.

Ele criticou o papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança, a quem acusou de agirem como “senhores da guerra” em vez de garantes da paz, e denunciou que as decisões militares são tomadas sem consultar a ONU, o que enfraquece sua legitimidade.

O chefe de Estado brasileiro enfatizou que nenhuma nação tem o direito de impor regras a outras e defendeu uma reforma do sistema internacional que amplie a representação de regiões atualmente excluídas de decisões importantes.

Lula também condenou o bloqueio contra Cuba – intensificado por Trump com um embargo energético – e disse estar muito preocupado com a situação na ilha.

“Parem com esse maldito bloqueio contra Cuba e deixem os cubanos viverem suas vidas. Não podemos ficar em silêncio”, disse ele.

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