“Temos a oportunidade de as Nações Unidas serem lideradas por uma mulher pela primeira vez em seus 80 anos de história, e espero que nós, que estamos aqui, possamos nos unir e conversar para promover uma candidatura que siga esse caminho”, disse ela.
Durante seu governo (2022-2026), Boric apoiou a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que permanece na disputa com o apoio do México e do Brasil, mesmo após o atual governo de José Antonio Kast ter retirado seu apoio.
Também concorrem ao cargo de secretário-geral a costarriquenha Rebeca Grynspan, o argentino Rafael Grossi e o senegalês Macky Sall.
Ao participar do evento, que faz parte da iniciativa Global Progressive Mobilisation (GPM), Boric defendeu o fortalecimento do multilateralismo.
Infelizmente, há um crescente descontentamento com o direito internacional, com algo tão fundamental quanto o respeito aos direitos humanos. Vimos o que aconteceu com o genocídio do povo palestino, e há um enfraquecimento do multilateralismo que parece incapaz de lidar com as demandas atuais, denunciou ele.
Boric também pediu união entre os líderes de esquerda, observando que “quando aqueles de nós com convicções progressistas e ideais por um mundo mais justo se unem, a verdade é que somos muito mais fortes, e estivemos separados por tempo demais”.
O encontro em Barcelona conta com a presença de líderes como o Presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, e os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; do México, Claudia Sheinbaum; e da Colômbia, Gustavo Petro.